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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Zumbi

Silêncio...nada se vê, nada se sente...
Nós estamos mortos,
Nas mãos de alguém, nas mãos de outrem.
Me conte, sussurre o real...

Barulho, pra todos os cantos.
É um disfarce tolo de um pouco de realidade,
Andando sozinho não sinto o frio
Nem o calor...
Eu não sei, não esta aqui,
Esta na palma de alguma mão...

Mãos sujas, pés sujos,
Almas sujas...conte-me!!
Não existe um "algo"
É só uma corrida sem ganhador...

03:01
03:05
29/12/2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Religião: Sistematizando minha própria crença

Venho à algum tempo tentando sistematizar minha crença, até pelo fato de estudar religiões e de sempre estar fazendo reflexões. Percebi hoje que o primeiro passo para minhas anotações é partir do principio mais geral possível e que seja uma forte característica do meu credo.
Tal pensamento é a relação, corpo, alma, espírito. Entender esses três faz parte da essência humana, é algo ontológico, no meandro deles esta a questão religião/ciência. Se corpo, alma e espírito são uma relação una e interdependente que precisa de um equilíbrio, a questão religião/ciência é o caminho para essa busca.
Uma célebre frase de Albert Einstein “A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega”
Essa frase delimita um dos pressupostos da minha crença, onde tanto a religião como a ciência são necessidades ontológicas de mesmo nível e completam-se de modo que o corpo, a necessidade de expressão material - já proposta inclusive por Marx - é abastecida pela ciência, que em alguns casos ultrapassa essa temporalidade, ou o material, terreno. O espírito vem estar diretamente ligado à religião e o que hoje é reconhecido por sobrenatural¹, ou seja, todos os fenômenos extra corpóreos(corpo) e ainda não compreendidos em função da soberba da ciência e do próprio rumo da existência humana, e que é representado algumas vezes pela alma, ou seja, a própria vivência. Por fim a alma vem ser a mediadora entre corpo e espírito. Alma é o mesmo que vida, e é na vida, nas experiências que são demonstrados os fenômenos do corpo e do espírito em maior ou menor grau, mas que precisam ser equilibrados por esse mediador.
Sendo então corpo, alma e espírito uma relação una, mas ao mesmo tempo separada, apesar de interdependente, é comum ocorrer de o corpo (matéria/ciência) transcender-se e em alguns casos atingir o espírito, e contrário também ocorrer, as noções do fenômeno do espírito se refletirem de forma material(ciência), e esse é o objetivo da alma (vida).
Em tempos antigos o ser humano teve muitos problemas, pois a religião era muito mais forte que a ciência, quebrando assim o equilíbrio necessário e ontológico. Isso fez com que a parte responsável pela ciência fosse deixada de lado, e fatores como a ética fossem deixados de lado, e a religião fosse usada de forma errônea.  Hoje a ciência é a grande mãe de tudo e também traz muitos problemas ao ser humano como ser, pois deixa de lado em grande parte a religião, fazendo também com que o plano de equilíbrio não se efetive e leis retóricas ou materiais( principalmente da noção distorcida que o capitalismo trouxe) se sobreponha à religião e o espírito trazendo um caos da existência humana. Assim é a alma, ou seja, a vida por meio de nossas experiências que vai caminhar ao equilíbrio de corpo e espírito para emancipação real do ser enquanto ser, para alcançar seu objetivo enquanto essência.

¹ Ainda vou questionar a noção de sobrenatural, pois discordo do significado do termo, e o vejo como natural desconhecido.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma reflexão sobre religiões

Me parece interessante a forma como o que é comum ou cotidiano é coisificado, e pela sua própria dinâmica de frequência seu significado é esquecido ou deixado de lado pelo simples fato do ato de fazer esse ato comum.
É dito que direito é feito pelo fato. E de fato qualquer coisa repetida várias vezes perde a ordem de sentido em detrimento do pragmatismo, da ação. Essa é uma observação que acabo de ter que se mostra interessantemente ligada ao estudo das religiões ou qualquer doutrina, pois a significação das tradições propostas por estas vão coisificando-se paralelo ao simples pragmatismo da ação.
Isso tem ocorrido principalmente com a religião cristão católica romana, pois, esta tem maior expressão e mídiatização global. É como se ela tivesse um prazo de validade que condiz com sua expansividade demográfica junto ao tempo de ação espiritual e temporal sobre seu determinado grupo, ou seja, por ser a religião mais expressiva e comumente discutida seus significados foram deixados de lado, esquecidos, e as tradições mais simples ou complexas apenas deixadas de lado pela público, talvez até por falta de maior dinamicidade no ato destas, onde tais significados ficaram apenas com os padres, bispos e demais eclesiástas, pois estes são os guardas desses significados.
Isso traz à tona outra reflexão: Se os significados são deixados de lado, cada vez mais a própria religião é deixada de lado, e pela necessidade de conhecimento e afirmação humana, o público vai em busca de uma nova crença que faça sentido, um significado novo e ainda não em estado de entropia, assim dando ênfase à novas religiões. Esse processo se deu com as religiões politeístas( principalmente grega, romana e egípcia), para o catolicismo cristão - é claro que existem também outros inúmeros fatores políticos que influenciaram essa transição, mas o qual não é meu objetivo me ater agora -, do catolicismo cristão para o protestantismo de Calvino e Lutero, que hoje por um lado crescem bastante com novos adeptos, mas que por outro os antigos adeptos estão em em exôdo bem grande para - isso em termos de Brasil - as religiões espíritas, com grande ênfase na religião que mais cresceu nas ultimas três décadas, o espiritismo kardecista, e a umbanda.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre a Psicossomática: Uma autoreflexão

Observando a minha própria vivencia e experiência, é prache fazer algumas análises para que possa me compreender melhor, e ter alguns fundamentos póstumos para entender como me entendo.
Partindo de uma interação social que pressupunha, a priori, uma necessidade científica, mas que posteriormente veio a ser uma necessidade pessoal, vim notar algo interessante sobre a própria noção apriorística inconsciente em tal interação social.
O entendimento que vou analisar é ação da psicossomática nas minhas relações sociais em função da minha própria necessidade existencialista, sob a influência emotiva.

A psicossomática é uma ciência interdisciplinar que integra diversas especialidades da medicina e da psicologia para estudar os efeitos de fatores sociais e psicológicos sobre processos orgânicos do corpo e sobre o bem estar das pessoas. (...)Então, psicossomática é uma palavra substantiva que pode ser empregada para qualquer tipo de sintoma, seja ele físico, emocional, psíquico, espiritual, profissional, relacional, comportamental, social ou familiar.
Na visão junguiana ou da psicologia integral, todo sintoma é psicossomático e pode ser um meio para que o processo do auto conhecimento possa acontecer e, por isso mesmo, Hipócrates, o pai da medicina, no seu aforismo já citava: "Homem, conheça-te a si mesmo, para poder conhecer os deuses e reconhecer o Deus que habita em ti". Então, qualquer sintoma ou queixa pode ser entendido como uma manifestação psicossomática, além de ser uma janela de oportunidade para o auto conhecimento!" (MELLO FILHO, Júlio. 1992)

Partindo dos conceitos citados acima, a psicossomática tem influências diretas sobre o bem estar pessoal. O que venho notar é sobre minhas experiências de campo da busca científica do entendimento da fenomenologia religiosa no âmbito geral. Mesmo com minhas noções apriorísticas de observação e entendimento do fenômeno, o próprio fenômeno age sobre mim de forma inconsciente e isso pode estar se dando, dependendo do caso, pela influência afetiva de outrem, onde há uma troca de significados antes da observação, que já me engendra a noção inconsciente pré definida do fenômeno.
Ora, antes de mais nada preciso sistematizar minha pesquisa, e a forma de análise, caso esta for participativa ou não. Caso não seja participativa, tenho que rever minha conduta e fazer uma preparação consciente sobre o estudo da psicossomática para tal ação, caso seja uma observação participativa, o que culmina mais com a fenomenologia, o entendimento da psicossomática precisa também ser entendido, mas antes de tudo tenho que estar ciente da troca de meios e produção simbólica de significados, talvez preservando um tipo ideal, mas ciente do modelo de observação.
O que quero findar é que uma observação à esmo de campo religioso tem forte influência em mim, em função da minha própria necessidade e conceito existencialista, onde qualquer templo ou local de cunho sagrado, espiritual, ou especial vem me trazer uma noção diferente em função da pré noção da existência de uma forma maior objetivando-se no local.
O surgimento de um sintoma psicossomático vem em função de três fatores independentes, neste caso, a influencia psicoafetiva é o fator da influencia sobre minha conduta e noção. Apesar da própria noção consciente da ação psicossomática, é difícil desligar-se dela, pois a sapiência desta é consciente, mas a ação é inconsciente. Um fator bastante expressivo nessa condição é o próprio despreparo físico e psíquico para controlar tal ação, onde a noção cognitiva dela é apenas um passo à noção de auto controle da mesma, faltando ainda muito preparo e evolução do corpo e do espírito para compreender expressivamente tal ação.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Manobra do Tempo

Uma folha mágica
Cortou o tempo
Como uma lâmina afiada,
Chamou minha atenção
Num dia triste, num dia inteiro de solidão...
Num dia que não se sabe o fim,
Numa era que não acabou,
Levou-se adiante o futuro incerto,
Mas talvez o correto...
A lua vigiou cada passo
Enquanto o vento sussurrava com o frio
A vontade de aquecer, a vontade de esquecer,
De dias de outrora,
Da morte de uma rosa,
Do nascimento de uma flora...
Ninguém viu nada, porque não tinha o que ver,
Ouvir, sentir...E,
Nem dava pra pensar,
Pois não havia razão,
Só havia uma suposta benção
E uma chuva de emoção...
Havia um pedra - sim havia!
Mas havia um martelo,
E sempre haverá água no caminho,
Mas enquanto a água apenas bater,
Nada vai morrer...

03:39
03:46
10/12/2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sobre os Seminários de Psicologia da Comunicação

Grupo 1

O primeiro grupo ficou com o tema, A dinâmica da Comunicação humana e a Comunicação de Massa, deu a entender que seu conceito vem ser o modo de “compreensão”, como o outro receberá a informação, juntamente apresentando características da comunicação humana no campo da psicologia.
O problema apresentado pelo grupo era de como as pessoas recebem as informações pelos Meios de Comunicação de Massa. Para isso se utilizam de uma dinâmica, a do telefone sem fio na qual a informação é jogada para a sociedade, que muitas vezes recebe de forma diferente. A turma se mostrou interessada em discutir o tema e mostrar seus pontos de vista.
Em fim, além do tema que foi apresentado, houve também a interação entre do assunto com o grupo que estava apresentando e a classe, de forma que o tema fosse bem debatido.

Grupo 2
O grupo dois ficou encarregado de apresentar o tema sobre as Condições da efetividade da comunicação humana. A ênfase principal do grupo foi sobre como conseguir e manter a atenção, apresentando diversos conceitos e técnicas para isso.
O grupo usou além de algumas dinâmicas, vários complementos para mostrar como os conceitos são aplicados, e de fato foram bem aplicados, pois, deram certo, prendendo a atenção da turma.
A problemática foi bem discutida, os exemplos teóricos e práticos, foram bem explorados e deu pra ter a idéia de como tudo isso funciona, aproveitando-se do conhecimento que fora posto pelos outros grupos.


Grupo 3 

O tema da Influencia social foi apresentado no dia 26 de novembro. O grupo optou por usar data show e vídeos sobre a influencia da cantora internacional Lady Gaga, sobre determinado grupo de pessoas (influenciados).
A problemática discutida pelo grupo foi a influencia do comunicador no fenômeno de mudança de atitude, na qual o grupo destacou que os meios de comunicação usam a persuasão para atingir o publico alvo. “O comunicador esta preocupado em fazer matérias vendáveis, não tão preocupados em influenciar”, esta foi a conclusão do grupo.
Quanto aos pontos de vista da turma, o que se resume é que determinado grupo de pessoas (consumidores) se deixam influenciar só porque são favorecidos em determinado aspecto.
Grupo 4

O grupo quatro apresentou o tema da persuasão, usando slides e vídeos de como os meios de comunicação de massa usam desta para convencer o publico através de propagandas.
A temática apresentada foi “A persuasão como fenômeno importante para a comunicação”, e para finalizar houve os debates em sala de aula sobre como a persuasão é importante e como ela atua nos meios de comunicação de forma mais expressiva ou mesmo tímida, mas sempre com o intuito do convencimento,
Grupo 5

Características e funções da comunicação de massa, esse foi o tema abordado pelo grupo 5, no dia 30 de novembro.
O grupo usou data show, vídeos e exemplos de propaganda para melhor compreensão do tema abordado, além de destacar sobre vários artifícios dos meios de comunicação de massa para a influência.
A problemática foi “Como os meios de comunicação de massa trabalham a subjetividade”, o grupo mostrou como a televisão, o radio e o impresso trabalham para atingir a subjetividade do consumidor, de como fazer daquele simples telespectador um consumidor em potencial.
A discussão da turma quanto ao assunto abordado foi que determinado produto só é consumido, quando ele é apresentado por algum famoso, o que não acontece com um produto apresentado por uma pessoa comum que não tem nenhum vinculo com a mídia.
Grupo 6

O grupo 6 trouxe a problemática Comunicação e produção de modos de existência. E mostrou como as instituições nos propõem modos de existência, que nos absorvemos e dentro de tais instituições esta justamente os meios de comunicação de massa, com sua influencia sobre todas as faixas etárias e diferentes grupos sociais.
Além da reflexão com slide, o grupo apresentou um programa de entrevistas, chamado De frente com Clely, onde trouxe pessoas que sofreram a influencia de tais modos de produção, e a palavra de especialistas que analisaram tal influencia.
Ao final, o debate sobre o tema foi bastante interessante, pegando o gancho dos outros seminários apresentados, explorando bem o tema.
Conclusão

Diante dos temas abordados, ficou bastante clara a influencia da psicologia social no âmbito da comunicação e mais precisamente do jornalismo. Os meios de comunicação de massa usam da psicologia para entender subjetividade do publico e a partir disso torná-los consumidores, e partidárias de suas idéias, influencias e modos de existência, onde tudo isto esta ligado ao consumo de produtos específicos ou da própria industrial cultural da mídia e da informação.
Comunicar é persuadir, e a partir disso os meios de comunicação de massa propõem idéias que engendram nossa mentalidade, onde os meios influenciam o homem, e o contrario também acontece, numa dialética complexa de existência e historicidade da dinâmica do homem moderno e contemporâneo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Hoje em dia os homens sabem o preço de tudo e o valor de nada.
Oscar Wilde

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Semanas no paraíso não compensam horas no inferno

Semanas no paraíso não compensam horas no inferno...
O dia no inferno é maior, mais quente, parece infinito.
O paraíso se esvaí como uma gota d'água que  evapora,
Enquanto o inferno é o calor; vem chegando, chega e vai embora,
E a água evapora, e mesmo depois que ela se foi ainda fica remoendo qualquer coisa,
Fica queimando o quanto pode, e o quanto não pode...
O inferno é cantado em dias, meses, séculos, o paraíso,
Desenhado em sutis horas, ora!
O paraíso mal se sente, o inferno é as vezes frio, outrora quente,
Congelante, fervente...
07:16
07:24
12/11/2010

domingo, 31 de outubro de 2010

SONETO LXXXVIII

Quando me tratas mau e, desprezado,
Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, fico a teu lado
E, inda perjuro, provo que és um bem.

Conhecendo melhor meus próprios erros,
A te apoiar te ponho a par da história
De ocultas faltas, onde estou enfermo;
Então, ao me perder, tens toda a glória.

Mas lucro também tiro desse ofício:
Curvando sobre ti amor tamanho,
Mal que me faço me traz benefício,

Pois o que ganhas duas vezes ganho.
Assim é o meu amor e a ti o reporto:
Por ti todas as culpas eu suporto".


William Shakespeare

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

"Algum homem primitivo um dia inventou a faca, para cortar peles e alimentos. Eis o cientista. Outro roubou seu invento e então o usou para matar. Eis o empresário. Outro regularizou aquele roubo e os assassinatos. Eis o político. Outro justificou a matança dizendo que era o desígnio de algum deus. Eis o religioso."
Francisco Saiz

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Meu ópio

Meu ópio sai de minha mente
E retorna pelos olhos
Cheios de dúvidas,
Que desenham o mundo afora
Em preto e branco,
Às vezes em vermelho
E quase nunca colorido...
Meu ópio me faz viajar
Por linhas e pontos,
Azuis ou pretos,
Cinzas ou brancos,
Que viajam
Em um fundo branco,
Às vezes listrado,
Às vezes esquecido...
Meu ópio é às vezes respirado,
Às vezes visto,
Às vezes ouvido
E às vezes vem do nada...
O meu ópio esta em olhos escuros
Ou num único olho branco ao céu,
Às vezes coberta por um véu
E às vezes envergonhada...
Meu ópio me da vida;
A tinta ou o grafite
Faz viver o plástico, o papel
Que guia minha mão numa dança incansável,
Que guia meu corpo
Acelerando o coração,
Deixando de lado o olfato e a audição,
O tato e a visão...
Meu ópio vem de tudo e vem do nada
E transforma minha mente,
Viaja por cada átomo
Que ajuda minhas mitocôndrias incansáveis...
O meu ópio me entorpece por minutos
E quero mais, sempre mais,
Sem ele não vivo,
Sem ele apenas existo.
O meu ópio me da vida
E me faz ver tudo de forma diferente;
E as lágrimas do meu ópio
Limpam os meus olhos
E apagam as cores, e colorem às vezes...
O meu ópio não tem nome,
Não tem cor,
Não tem dono...
O meu ópio me entorpece
E, mostra-me o eu,
E o outro eu,
Mostra o nós,
O eles...
O meu ópio me castiga,
Alegra-me, me traz ódio e amor,
O meu ópio é meu filho, é meu pai
E meu irmão.
O meu ópio sou eu mesmo,
O meu ópio é ninguém...
01:54
02:07
19/10/2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Monólogo

Ahh... eu andei por caminhos distantes,
Tortuosos e imaginários-
Antes fossem reais, físicos-
So eu sei como é
Rodar dentro de mim mesmo,
Sem compreender ou acompanhar
O fluxo de pensamentos,
De alento, de sofrimento.
Só eu vejo o que vejo,
De que forma vejo,
Distorcido pelo meu espelho
E, pelos meus olhos tristes
Que as lágrimas  retorcem...
Só eu sei  o que ouço
E como ouço a minha voz,
E a de minha consciência,
Onde o anjinho que sussurra
Morreu  e ficou calado...
E só eu sinto que o sol queima
E a lua não,
Que impera a maldade onde ninguém vê;
Onde todos não veêm nada...
E sou ando nos caminho que todos têm medo,
Que outrora foram estradas  conhecidas,
Hoje abandonadas...
E só eu sei como é falar sozinho
Criar sozinho, viver sozinho...
Só eu sei o que escrevo,
Só eu sei o que eu sei...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Encenado

Encenado: andamos enfaixados,
Disfarçado: vivemos da fachada
Com medo da nossa essência guardada,
Mal sabemos de nós pobres perdidos...

Fugimos de nós mesmos e de todos
Como se o palco tivesse saída,
Contentamo-nos com essa ferida,
E chamamos isso de vida?

Subimos escadas para baixo
De queixo erguido,
Esperando o golpe

E ele vem à galope.
E nem se sente,
E você mesmo mente...

02:26
02:32
13/10/2010

Faminto

Faminto estive; Sem alento
Retorcido; jogado ao vento,
Com paixões distorcidas
Remoendo Feridas

De dias frios que machucam
E de raios de sol que nos culpam,
Da ontologia desmascarada
Da morte de si; da vida fadada.

Faminto morri seco
Sem forças pra estar à esmo;
é mesmo?

Faminto o cárcere chama,
Expurga e queima na cama...
E faminto fica, e fica faminto...

20:54
21: 25
09/10/2010 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Amazônia prostituta

Amazonas rio-mar
Amazônia continente
Lar de tanta gente
Amazônia brasileira
Brasil amazonense
Terra dos cabanos
Das drogas do sertão,
Amazônia da borracha
Amazônia, Amazônia...
Menina dos olhos do mundo,
Salvação, preservação
Amazônia que se disputa
Hoje prostituta
Do mal, da cobiça...
Amazônia terra sagrada,
Amazônia do mar andino,
Amazônia mal cuidada
Onde entram e saem,
Prostituta de luxo
Venerada um dia, jogada no outro
Amazônia da beleza
Amazônia da tristeza
Dos ribeirinhos dizimados,
De Ajuricaba torturado,
No rio assassinado
Pelos próprios convidados...
Amazônia, terra sem males do satere-mawé
Povo que espera ver seu povo e sua terra
Na paz novamente
Sem algema no braço
Sem algema na mente...
Amazônia dos povos de fora
Amazônia vendida
Prostituta do mundo...
13:41
13:50
29/09/2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Eu sempre costumo dizer que a primeira característica em comum de todos os seres humanos, é que todos são diferentes. Homem, mulher, todos somos seres humanos, primatas, escravos de nossa historicidade de nossas ações, de nossa própria práxis. Mas, as vezes eu me pergunto: Será que é comum acontecer de alguém sentir o peso do mundo nas costas, na mente, na cabeça?
Todos um dia param e pensam em sua vida, no que fizeram, no que fazem ou vão fazer de forma crítica, analítica e até dialética?
Será que realmente todo se sentem diferentes, e refletem sobre seu papel no mundo, e principalmente sobre sua existência?
Quem somos, de onde viemos, para que viemos? Porque, Por que, Porquê, Por quê...
Quem saberá me dizer quem sou, se eu mesmo não sei?
Perguntas à milhas e à milhões, pois a pergunta move o mundo, mas e a resposta? Onde fica, como fica?
Se o existencialismo é realmente um humanismo, porque este vem tão recheado de martírio?
É estranho andar pelas ruas vazias durante a noite, andar invisível, e ver que todos dormem calmamente.
Mas, por que eu não me vejo calmamente dormindo? Ando de um lado ao outro, ninguém mais olha o céu de noite porque as luzes da cidade mal o deixam aparecer, mas, eu sozinho tento, e sou invisível mesmo, ninguém nota.
Ando de um lado ao outro penso, reflito e vou de algum lugar à lugar nenhum. E ninguém mais no mundo faz isso, e eu ando sozinho e perdido, e não posso nem conversar, não posso dizer o que sinto, o que não sinto, o que vejo, o que não vejo, e o que ouço e que não ouço...
As vezes me sinto tão só, e as vezes percebo que tem alguém me vigiando, mas esse alguém não se mostra, ou talvez eu não queira ver...
Por que tem que ser assim, e por que tem que ser comigo, eu poderia ser mais simples, poderia ser tudo mais fácil, a vida poderia ser mais pacata, mas não!! Eu tenho que ser eu, complicado, tenho que entender tudo que me envolta e tudo que envolto...
Será que realmente cada ser humano, cada pobre ser humano tem ciência de sua condição de miséria existêncial? Ou será que tudo isso é só uma farça da minha mente, e o louco sou eu no meio dos sãs?
Normalmente  poucos são os loucos perdidos em meio à multidão, será essa minha condição?
Talvez, talvez o mundo quase todo esteja errado...Mas de que importa, se tudo vai continuar, e quando eu morrer nem saberei da verdade, e talvez a verdade nem exista, é tudo fruto da minha mente, a mente do meu fruto...Do caos que me habita e traz a loucura pelos dedos, pelas palavras, pelos pensamentos...
A loucura avisa quando chega?? O louco sabe que é louco? Dizem que o louco nunca se assume louco, então se eu me assumir louco não serei louco???
00:54
01:16
12/09/2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O hoje de outrora

Cante uma canção ao horizonte
D'onde não conheces a imensidão
Feche os olhos; não é em vão,
Pois abre-se a nova fonte.

Abra-se para o que já viveu,
Sinta a força da vida
Que fechara sua maior ferida. 
Da vida que que você esqueceu.

Ande nos caminhos de outrora,
Viva o antes vivido
Pois, mesmo re-esculpido

Tu não não estas esquecido
Do destino escolhido
Do passado de agora...

17:25
17:37
26/08/2010

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O Retrato

Corredores escuros que dão medo
Ao mais letárgico ser.
Sons funestos sussurrado
Como se fosse para correr.

Há um quadro no final,
Mas ninguém te coragem de olhar.
A coruja pia, e é um sinal
E ninguém mais vai sonhar...

É um retrat na parede
Ele da medo, ele traz frio.
Há uma moldura bela e antiga,
Parece uma obra perdida,
De um novo mundo que se abriu
De um medo que se perde...

Há um retrato na parede
E quem ousa olhar?
Ninguém voltou e disse sim.
Ninguém olhou e viu-se retornar...

Há um retrato na parece
Um foto pra se amar.
Há um mistério em torno deste.
Algo que vai te matar...
Há algo frio, há algo mal...
Existe um mistério na foto
Será um retrato do mal?

01:53
02:00
24/08/2010

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Fogo

Somos céu, somos inferno,
Temos o bom e o mal
Temos no sangue o próprio érebo
Somos espírito e carnal...

Somos o pecado original
A dança quente da insanidade,
Nossa parte mais animal
A perfeição na intensidade...

Vivemos o dia do céu,
Mas a noite é infernal
Quando ultrapassamos o véu
Do ser humano sensual...

Ah...somos de carne também
Vivemos da contradição
Escravos de nossa condição
De não ir além

Além do que os grandes disseram
Que não se poderia fazer
Mas hoje, gostamos de sofrer
E os grandes nos deixaram...

Somos filhos de nós mesmos
Largados, mas não à esmo
Somos netos do desejo...

02:38
 02:45
21/08/2010

Se...

Se os anjos tem teu cheiro
Eu abandono esta vida
Para sentir-te no paraíso...
Se teu olhar
Delira-me ao pecado,
É ao inferno que vou em busca dele...
Se tua voz soa como o vento
Eu deixo-me,
Seja vivo, seja morto,
Mas largo-me ao relento...
Se tu és real,
Eu irei atrás de ti,
Mas, se fores um sonho,
Não quero acordar
Mas se tudo der errado,
Ah...se tudo der errado...
Levanto a cabeça e olho o horizonte,
E solitário volto à caminhar...

02:26
02:30
21/08/2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Disciplina é liberdade? PARTE 2

Vários teóricos de várias épocas discorreram sobre a liberdade. Vou apresentar algumas interpretações de autores sobre a liberdade para fundamentar este ensaio.
Se partirmos de Nietzsche, veremos que segundo ele a liberdade que temos é moldada pelo paradigma religioso que nos é imposto por meio da educação. Os valores morais são uma forma de coerção social que nos moldam para os ideais desta de forma a vetar nossa liberdade.
O poder espiritual das religiões veta nossa liberdade com o intuito de aumentar seu poder temporal criando a ilusão da liberdade de forma que aceitemos sem mesmo perceber, somos adestrados desde cedo a aceitar sem contestar.
Foucault é claro quando diz que temos uma liberdade assistida. Tudo que fazemos é vigiado, tudo que fazemos é punido pela sociedade e pelos órgãos representantes destas. Somos cercados por todo tipo de aparelho que nos vigia, somos átomos entre outros átomos, onde cada um destes esta vigiando todos e todos vigiam um individualmente ou por meio das instituições. O estado tem esse poder e esse papel, e a nossa legislação tem o intuito.
De certa forma, Althusser trata deste tema de forma semelhante à Foucault quando fala dos aparelhos ideológicos e dos aparelhos repressores, de forma que no intuito de aplicar a ideologia, a repressão é uma boa arma, e esta veta nossa liberdade diretamente ou por meio ideológico.
Em fim, mas não menos importante Sartre diz que a liberdade parte realmente de nós mesmos. Somos livres para fazer toda e qualquer ação que esteja ao nosso alcance, porém, cada ação tem em contrapartida uma conseqüência.
De certo modo Sartre nos mostra que autodisciplina é o caminho para a liberdade, pois onde cada ação tem sua reação, a autodisciplina vem fazer com que controlemos essa ação e dessa forma também a reação. Assim, a emancipação antes dita faz com que tenhamos esse controle e dessa forma alcancemos a liberdade.

domingo, 15 de agosto de 2010

Disciplina é liberdade?

É sabido que somos regidos por um sistema político, social, econômico e principalmente moral que é caracterizado concomitantemente por vir antes da nossa existência e por ser um circulo vicioso.
Assim se tratando da gama de escolhas e opções que esse sistema nos põe, estas escolhas pré-moldadas e pré-estabelecidas nos mantêm escravos deste e tira grande parte de nossa liberdade, nos forçando a uma liberdade assistida. Mas, mesmo em meio à esse sistema, conseguimos certa resistência tentando alcançar a liberdade, pois a partir de um viés ontológico vemos que a liberdade faz parte da essência humana.
Somos disciplinados para acreditar que temos liberdade, e disciplinados para crer que a liberdade que almejamos é a libertinagem. Então, tal resistência não vem necessariamente pela disciplina, mas, pela autodisciplina crítica e racional, a qual vai fazer com que, mesmo em meio ao circulo vicioso do sistema, encontremos tal resistência que vai trazer a liberdade, de forma que quando fazemos nossa escolha crítica - principalmente (penso eu) quando escolhemos não escolher uma das proposições passadas - fazemos com que a gama de proposições tenda a aumentar diante do pouco uso das mesmas.
A disciplina no sentido aureliano da palavra vem mostrar que esta, parte de alguém (seja pessoa física, jurídica ou sistema moral), para outrem de forma verticalizada, eis alguns significados da palavra disciplina tirados do dicionário Aurélio para referendar meu pensamento:

1. Regime de ordem imposta ou livremente consentida.
2. Ordem que convém ao funcionamento regular duma organização (militar, escolar, etc.).
3. Relações de subordinação do aluno ao mestre ou ao instrutor.
4. Observância de preceitos ou normas.
5. Submissão a um regulamento.
6. Qualquer ramo do conhecimento (artístico, científico, histórico, etc.).
7. Ensino, instrução, educação.
8. Conjunto de conhecimentos em cada cadeira dum estabelecimento de ensino; matéria de ensino.

A autodisciplina parte de si para si mesmo numa reflexão crítica que não deixa de levar em conta as opiniões da disciplina por partir do ser para ele mesmo.
Dessa forma o ato da autodisciplina vem junto com a emancipação e a reflexão, pois através destas e do amadurecimento crítico, pode se alcançar um nível coerente de autodisciplina que o levara a verdadeira liberdade, e não a liberdade assistida ou enganatória que nós é imposta quase sempre sem que nos demos conta.
Espero que ninguém passe pelo o que eu estou passando, espero que ninguém sinta o que eu estou sentido...
Um dos piores sentimentos à meu ver é a pena; Mas agora sinto-a, pois ela é real, e o ódio não vale a pena...

sábado, 31 de julho de 2010

Se existe um ser divino, supremo, e nisso eu tenho acreditado, este muito me ajudou, veio quando pedi...Mas parece que agora ele me abandonou...parece que de tempos para cá seus olhos esqueceram de mim, e ficaram sombrios.
A lua que sempre me vigiava sumiu de repente...
Coincidência? tudo indica para um lado...estou começando a desconfiar, não o quero, mas se  for o caso,  seguirei meus pensamentos e  dele vai refletir minhas ações...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Stream of Passion - Nostalgia

Con la vista sobre el mar
Busca entre las olas una señal
Algo que le ayude a olvidar la verdad
Toda una vida de lágrimas
Cede a la locura y luego calla
Por amor a un dia que jamás volverá
Cuando la rosa muera
Calmará sus ansias en letras vanas
Por amor a un dia que jamás volverá
Por amor a un dia que jamás volverá

domingo, 20 de junho de 2010

Bem, ainda falando do pragmatismo espontâneo. Por mais que o gato seja de casa, ele é acomodado por ser de casa, e o rato de longe, pelo menos se esforça bastante...
"É melhor alimentar o gato que é de casa, do que alimentar o rato que é de fora."

Fiz-me essa pergunta durante certo tempo, e postei nesse blog parte desse pensamento. Mas, cheguei à um ponto sem uma resposta concisa, e, vou partir a algo que não gosto e não queria, o pragmatismo espotãneo, vai ser pela prática que vou fazer minha teoria, vamos ver no que da, se ganha o gato ou o rato...
05:18
05:20
20/06/2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010


Por que as coisas mais simples são as mais impressionantes e belas?
Difícil explicar, mas fácil de perceber. Porque as coisas belas e boas da vida são vistas como o perfume das rosas? Fáceis de esquecer, imperceptíveis, e poucos dão atenção, poucos dão atenção a essas coisas tão belas...
É estranho como o mundo se tornou tão fútil. Tantos e tantos vêm falar de razão, mas concordo cm Rousseau quando faz certa crítica a essa nossa razão e reflete sobre algo além da razão. Se a ignorância humana foi tão ruim e precisou ser deixada de lado, por que não fazer o mesmo com essa razão?
O mundo é tão belo e perfeito, mas as pessoas preferem a TV, o céu é lindo de dia, é lindo de noite, mas ninguém vê isso, e por quê?
Aonde foi parar a razão? Morreu com a simplicidade? Há tempos atrás os “ignorantes” sabiam aproveitar as dádivas naturais, será que devemos voltar á isso? É melhor abrirmos os olhos, caminhamos para um abismo, e não por falta de caminhos, mas com preguiça e com medo...
A complexidade e a perfeição do mundo estão nas coisas mais simples, a essência de tudo vem da mesma origem, e todos deveriam saber qual é ela, mas infelizmente a maioria descura isso...e depois o louco sou eu...

02:54
03:03
09/06/2010

sábado, 5 de junho de 2010

Onirico

Tal realidade efêmera
Deixara-me em onirismo,
Por querer eu mesmo
Que fosse o que antes era.

Não ganhamos nem perdemos,
Nosso jogo não tem fim
Vai ficar assim?
O que fizemos?

Forá um sonho acordado.
Ah que dera existisse
Tal criatura.

Eu fiquei desapontado
Mas impedi que meu orgulho se esvaisse.
Mas restara um auguro?

02:55~
03:01
05/06/2010

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Maquiavel dedicou quase um livro inteiro em certos temas, dos quais um se tornou o principal de tal obra: É melhor ser temido ou amado?
Em: O Príncipe, Maquiavel trouxe essa temática que ultrapassou os tempos. Muitos estudiosos e interessados sugeriram muitas hipóteses, a que mais me convém é: Equilibre e saiba ser temido por que deve, e amado por quem deve. Se precisar mudar, sempre mude de amado para temido, nunda de temido para amado. Não seja alguém realmente bom, mas transpareça ser, é ótimo que pensem que você é bom, mas no fundo, você não é, e terá suas cartas na manga.
Seus olhos dizem muito, então valorize os dois que tem, saiba dizer o certo na hora certa. Seja bom, mas não idiota, e se possivel saiba que certas pessoas acham que você é idiota, e surpreenda-as na hora certa.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Objetivos bem definidos, claros, diretos, sem dúvidas, e com hipóteses. Cabeça firme, pensamento claro.
Razão bem definida e pensada, talvez como diria Russeau, "algo além da razão."
A brincadeira vai ser divertida, talvez desastroza, mas no fim é sempre divertida.

O Segredo da pirâmide parte I

Bem, em fim, o segredo da pirâmide de Adelmo Genrro filho é revelado. Trata-se de notar que a pirâmide que representa a notícia não é invertida, mas, sim a convencional, onde o lead não pode ser a maior concentração de informação, e sim apenas a porta das informações posteriores na notícia, ou mesmo o guia para outras informações. Nesse caso o lead é apenas a configuração do fenômeno, a sua visão singular, que vai delinear para as tantas outras informações que talvez nem estejam na na notícia em questão. O Lead vem dar o inicío pelo viés singular, e adiante ele parte para o universal, sabendo que todos estão interligados, o universal se constroi pelo particular e pelo singular.
Assim, o jornalismo como modalidade social de conhecimento, traz o fenômeno e dele constroi, ou desconstroi os fatos, na criação de um conhecimento onde existe a manipulação de um jornalismo militante, porém ético e visado em um construto verdadeiro. O Sujeito é objeto, e o objeto é sujeito, e dessa forma a manipulação voluntária constroi um conhecimento para o público, e do público.
Baseado na aula de 01/06/2010
"É melhor alimentar o gato que é de casa, do que alimentar o rato que é de fora."
Assim disse-me meu pai, um dito não tão popular daqui, segundo certo contexto que não vem, ao caso agora.
A questão é: Será que isso faz tanto sentido assim?
?

Teste

Eu testei, mas, logo depois me arrependi, e o que descobri? que não era tanto, só meu ego aumentou. Me arrependi, isso é bom ou ruim? vou testar mais dois, na verdade três, e se eles descobrirem? Talvez não seja nada demais. A questão é, ser ou não ser? sou ou não sou? E qual é qual deles, e qual? ou será apenas um? a indagação da indagação, e vem mais uma: A loucura avisa quando chega? Ou será que tudo resume-se à eu mesmo me testando sem saber? No final é sempre o mesmo, e eu só saberei depois do teste, me arrependendo ou não, será tarde, o teste estará feito. Mas anda volta a indagação: testar?

04:16
04:21
01/06/2010

?

...?
...?

04:00
04:09
01/06/2010

É' ra um mundo

Era um mundo tão pequeno
Que dava pra ver o outro lado.
Com dois sorrisos, estava acabado
E, se subia de céu para inferno.

Era transparente
Mas, com algumas rochas.
Nele, tudo se vê e pouco se sente.
É paisagem de rosas murchas.

Era um mundo tão simplório
Mas, fazia-se rir e chorar.
Era um mundo de amar
Como a correnteza de qualquer rio.

Era um mundo tão próximo
D'onde os homens não conhecem um décimo.
É um mundo de tragédia,
É um mundo de comédia.

04:24
04:32
31/05/2010

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sinto-te

Sinto uma distância se aproximando
Mas, o ruim é não temê-la
E, estar sem medo de perdê-la,
E deixar-te em outros braços amando.

Estou aqui, mas não te chamando,
Eu quero, mas, não há esforço pra vê-la.
Precisa renascer a vontade de enchê-la
de abraços e tudo; e talvez estejas orando

para que isso aconteça,
e eu não padeça
dessa distância,

Para que venha-me ânsia
E meu corpo obedeça
E novamente a proximidade cresça...

02:24~
02:29
28/05/2010

Arlequim II

Um sorriso - de canto de rosto,
É o bastante, uma, duas, três palavras.
Já esta perto (demais) é tarde.
Galanteio que arrouba - olhos brilham,
Ele sabe disso - a tímidez é passageira
Mas ele a quer.
Um, dois, três olhares, sorriso de volta,
- Mais uma vez - ele chora.
Anda, anda, pensa, chora. respira.
Começou de novo - Ele diz sim,
E ela só balança a cabeça - Demorou?
Mas ele quiz, e assim esta feito.
Uma porta abre, e lá estão eles;
- Ela se perdeu no caminho dele,
Ele não quiz - mas deveria,
Mas mesmo assim, ele presumia.
Ficou calado e quieto; a fama se espalhou,
Não da mais, ele é ele, o jeito "ele" de ser,
Enchugo a lágrima, sorriso de novo,
Lavanta-se, e estão todos perdidos novamente.
- Esta frio, diz alguém. Ele nem sente, mas aquece,
E depois esfria tudo novamente.
- Sente-se, diz ele. É tarde, ela ouviu.
Acabou mais um dia, ele limpa a maquiagem,
Senta, pensa, reflete - E daí? - É tarde!
- Lá vem o sol, começarde novo, e de novo...
Um sussuro vindo de vários lugares:
Arlequim... um soriso, um adeus...

04:03
04:13
24/05/2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cinzas

O vento sopra como quem nina seus filhos,
E é a mãe que canta nos ouvidos,
Ela chora e da adeus aos seus queridos.
Pois foram-se pensamentos velhos.

E elas voam, espalhando-se ao vento,
Vão embora sumindo aos poucos;
Vai embora deixando a memória de dois loucos;
Vai fundindo-se ao vento

Porque são cinzas de uma vida queimada
Destruida por medo e imcompreensão
Manchado com sangue em ebulição
Trazendo consigo a morte, pedaços de um coração.

E são restos queimados sem valor
Que muito foi um dia
Mas, que ainda forá tardia
Essa chama; esse calor...

E tardia a chama queimou
E fez cinxas de alguma coisa,
Uma vida, toda uma casa
FOi-se em cinzas... acabou...

04:26
04:34
23/05/2010

domingo, 23 de maio de 2010

O nível mais alto da ciência é também o seu mais ínfimo; a mediocridade da soberba.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

"A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade."
"Decididamente não compreendo por que é mais glorioso bombardear de projécteis uma cidade do que assassinar alguém a machadadas."
"Não há assunto tão velho que não possa ser dito algo de novo sobre ele. "
"Aos olhos do artista, o público é um mal necessário; é preciso vencê-lo, nada mais."
"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."
Fiodor Dostoievski
Não há como fugir de certa soberba quando se tem o devido mérito. Faz parte da essência do ser humano se dar à certos luxos, e à certas luxúrias. Faz parte do ser humano contradizer-se, o ser humano é o ser da dialética, é o ser que a usa, e que a sente. O ser humano, por vezes se acha monstruoso por certos atos, e crê que certos atos são monstruosos, mas, acaba sentindo-os na pele, sempre é assim.
Aonde quero chegar com isso? Novamente venho refletir e pensar na seguinte questão. Como é complicado o ser humano, como é dificíl entender as pessoas, mas, por vezes notei que pelo caminho certo se vai longe, e por vezes notei que certos caminhos nos guiam. Em vez de procurarmos certos caminhos, muitas vezes esses caminhos nos procuram, e são poucos os benémeritos disso. Manipular as pessoas sempre foi tão fácil, sempre me pareceu algo tão imoral, tão ruim, e em função disso eu sempre subestimei as pessoas, coisa que odeio. No final das contas, sempre noto que sibestimei e deveria fazer de novo. As vezes penso nas pessoas como se elas fossem eu, como se penssasem como eu, agissem como eu, e sempre me dou conta de que não é assim, é sempre mais fácil, o caminho é sempre tão livre, e a horribilidade de subestimar e de manipular as pessoas vai embora, porque é fácil, e eu posso, eu consigo.
Sobe-me certa soberba, mas vejo meu mérito, as pessoas dão-me mérito, alimentam meu ego e meu orgulho. Talvez o erro de todos seja alimentar esse ego, e esse orgulho, pois eles são famintos, e aproveitam muito bem seu alimento. É tão fácil manipular as pessoas, e parece-me que elas se deixam manipular, e quando tentam fazer o mesmo não da certo, elas se rendem e dizem que tentaram e não deu certo, ou que pela primeira vez não deu certo, e isso sobe cada vez mais à minha lunática mente, e só me faz entender dia após dia, que é fácil, que eu sei, que eu consigo. Entendo que existe o dia de errar, mas errar só ensina como não fazer, e ajuda a fazer melhor da proxima vez. Eu faço, eu me torno soberbo, e o monstro que eu martirizo, mas sempre da certo, e quando não der certo, so´servirá para eu saber que muito mais vezes dará certo.
Dizem que quando se ganha algo, se perde algo, que ninguém da algo sem querer ou pedir algo em troca. Os deuses as vezes nos dão coisas, e pedem para os humanos nos tirarem outra. Eu notei isso, eu ganhei isso, eu perdi algo. Mas da mesma forma que eu não posso fazer nada à perder algo, eu faço muito com o que eu ganhei.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Astro física e humanidade

Um dia quem sabe, entenderemos a dinâmica que envolve a matéria e a energia escura para podermos entender a matéria normal, de forma a chegar à esquação de tudo para simplesmente termos a certeza que a astro físíca provará que tudo acabará, toda a vida inteligente se extinguirá. Interessante como 75% de tudo, é energia escura, e não matéria escura como achavam, e tudo isso não é nada senão refletido à matéria normal, e com todos juntos entendemos muito do universo, muito do que vemos ou não vemos no firmamento, toda um processo complexo de uma dinâmica que ao final nos dará a certeza de que o fim será frio, frio como a alma dos seres humanos, frio como a vida da humanidade.
Partindo de uma filosófia louca, meu devaneio, isso é uma prova da ligação metafísica entre o humano e o exato, entre a astro física e as humanidades, o mundo acabará frio; começamos com nós mesmos. A humanidade de mente e de alma fria, se não se acabar se não se destruir sozinha, vai acabar no frio do universo, pois se o homem mal consegue fugir do proprio homem, se ele cria a sua destruição, o que dirá da natureza a qual não se pode enfrentar, tudo acabará no frio.
“Amo a história.Se não a amasse não seria historiador. Fazer a vida em duas:consagrar uma à profissão, cumprida sem amor; reservar a outra à satisfação das necessidades profundas – algo de abominável quando a profissão que se escolheu é uma profissão de inteligência. Amo a história – e é por isso que estou feliz por vos falar, hoje, daquilo que amo.”
Lucien Fèbvre, in “Combates pela História”

Também amo a história mas, não sou históriador. E é porque amo a história que quero ser históriador e trata-la com amor, fazer da labuta um amor. Mas, quero ousar como Febvre ousou, quero ir mais longe. Amo a história e quero que outros amem como eu amo, quero ensinar outras pessoas a amarem-na como eu me ensinaram à ama-la, quero que outros aprendam a ama-la, como eu aprendi, e por isso eu amo a história e quero ser históriador, e é por isso que amo a história, e quero ser professor!!

Circularidade da Memória


O resgate de uma memória traz a tona outras memórias. A memória instiga e reconhece que outras memórias têm em comum o fato de serem memórias, e com isso descobrem-se semelhanças, e por meio destas semelhanças, mapeiam-se e as outras memórias, que dão viés a outras.
Todo individuo é diferente, toda memória é diferente, e este em comum é a primeira característica que faz de indivíduos e de memórias, iguais. Ser diferente é ser igual, e ser igual é ser diferente. O Desenrolar das memórias do mundo, dos indivíduos, das muitas memórias, nos faz descobrir por onde caminham outras memórias, nos faz ver que nossa memória é igual a do outro.
Quando nos tornamos diferentes ao ponto da isolação nos deparamos com uma identidade esquizofrênica, com uma identidade inexistente, pois ainda que tenhamos traços de subjetividade e individualidade, somos seres sociais, que vieram de outros seres sociais, que nos repassaram uma série de costumes, crenças, características, físicas, biológicas, culturais, e de âmbitos gerais. Somos seres humanos, somo pessoas, mas também temos nossa individualidade.
Baseada na aula de 19/05/2010


A essência do jornalismo

Lukacs dizia que a arte seria uma forma de representar a realidade, ainda que no âmbito particular. Genro Filho vem dizer que o particular não pode, pois a arte, mais que representar uma realidade (espelho) traz certos traços subjetivos. A arte busca e chega além do fenômeno, ela chega a um fenômeno moldado por certa interpretação, adequação e discurso, mas não necessariamente atinge a essência.
É então o jornalismo esse representador da realidade e socializador de tais conhecimentos, pois ele veio e para esse papel histórico, e mais, veio com o papel histórico de contribuidor e até mesmo motor da emancipação da sociedade. O Jornalismo é o representador da realidade, pois ele parte de um singular. Seu ponto de partida não é objeto, o objeto é seu ponto de chegada. O Jornalismo vem do singular para observar o fenômeno, refletir sobre ele, chegar à sua essência de forma que quando volte ao fenômeno, ele o veja como fenômeno e como essência, num círculo de conhecimento.
Adelmo Genro filho diz que o jornalismo tem que partir da pirâmide que consiste em partir do singular, onde o Lead não é a maior concentração de informação, mas é o que da a abertura e a indicação das informações adiantes, mais precisamente na documentação, ou informações que possam ser buscadas. A notícia deve ser a gênese de uma fonte de conhecimentos. O Jornalismo é uma forma social de conhecimento que traz conhecimentos, nos guia e nos ensina a buscar mais conhecimentos, eis o segredo da pirâmide.
E mesmo partindo do singular, o jornalismo não deixa de ser universal, de chegar a um universal. Na sua busca do fenômeno e da essência, o jornalismo passa por traços universais, e às vezes por traços particulares. Mas seu fundamento deve ser centralizado no singular, e deve girar em torno do singular.
Nesse âmbito podemos dizer que a essência ainda não alcançada do jornalismo parte da epistemologia, logo, ela reflete sobre o conhecimento para que possa chegar à ontologia e chegar ao conhecimento humano. O jornalismo como práxis é epistemológico, pois é uma modalidade social de conhecimento e ontológico, pois no processo da práxis ele vem trazer à tona a essência humana, fruto de seu trabalho.

Baseada na aula de 18/05/2010

Postagem Magna

Criei este blog por alguns motivos. Primeiro porque a memória é extremamente importante, precisa ser deixada e cristalizada de alguma forma. Segundo, que a memória acadêmica aqui posta sempre me servirá, bem como à outrem que aqui vir buscar um pouco de conhecimento, seja assimilando, ou mesmo criticando, para que construamos sempre mais conhecimento. Outro intuito é a instigação para que outros se interessem pela memória, e pela memória acadêmica de forma que criemos aqui um arcabouço do que juntamos e aprendemos na universidade, seja no seu espaço físico, ou fora dela.
A minha memória acadêmica aqui postada, servirá para que outro dia eu aprenda com o que eu já aprendi. Servirá para que outros aprendam, e para que fique um gosto de saudade, e de inveja para quem vir apreciar essa memória.

sábado, 15 de maio de 2010

É, havia uma chama em seus olhos, uma pequena e rara chama, tavez, seja por isso que eu tenha gostado deles. Eu nunca tinha visto aquela chama em alguém aqui tão perto.
Como eu já disserá e escreverá outrora: cairá em mim a gestalt. Freud não explica isso, mas como é outra escola alemã, esta tudo em casa. rsrs

terça-feira, 11 de maio de 2010

Na noite da Beltaine

É noite de lua cheia,
Os dias são menores
As alegrias são maiores,
Os fogos dão à terra as bênçãos;
As bênçãos de seus filhos
Por dias de fertilidade
Por um ano de gratidão...
É noite e todos oram
Por que somos lágrimas de alegria
Caídas numa terra escolhida,
Lágrimas da própria mãe
Partes da própria deusa,
E noite da beltaine e nem todos sabem
Poucos oram
E poucos dão sua gratidão.
Fomos mortos pela cruz divina
Pela cruz do único
Pelo símbolo da vitória...
Os homens mataram a deusa
Mataram como fizeram com todos,
E todos são apenas um
E todos um dia foram algo...
É noite e a mãe nos olha do alto
Ela nos saúda, e nós a contemplamos,
Por que somos o que sobrou de sua prole
E de longe, muito longe eles estão felizes,
E ela esta feliz, a sombria que nos guia,
A mãe que guarda nosso sono
Mesmo que não há vejamos
A mãe de quatro faces
A mãe de prata...
E prateada a noite se vai
E a manhã surge com o brilho vigorante
E os fogos terminaram
E nada foi para muitos
E heresia foi para tantos
E vida é para poucos..

As mil e uma noites

Diante de uma pouca luz,
Atmosfera perfeita para a perversão,
O aroma de rosas negras,
Uma música tentadora a tocar
As mil e uma noites apenas começarão
Na nossa vida de perversão,
Na busca do eterno prazer...
Entre alucinações, delírios e calor,
O passar das mãos entre teu corpo,
O escorregar de tua língua no meu,
Doce prazer que nos leva a loucura,
A querer apenas disso viver,
Imaginando as mais belas formas,
Ao tocar-te a mão,
Misturando o prazer carnal
Junto ao amor do coração.
Oh ...minha eterna deusa
Juntos iremos ao infinito da loucura,
A perfeição mais sádica, mais perversa,
Que unira o inferno e o céu,
Nos atos mais sublimes, sagrados e profanos,
De amor e prazer, sentimento e perversão,
As mil e uma noites te sentindo a fundo,
Mordendo teu coração,
Desbravando cada parte do teu selvagem ser,
Conhecendo a mim e a você,
Sabendo do que somos capazes de fazer,
Tudo pela perdição, tudo pela perversão,
Os sentimentos e ações mais belos e ínfimos,
Do sagrado amor e do prazer,
O cheiro do teu sangue me excita,
Enquanto te faço gritar,
O suor de nós dois se junta,
Enquanto estamos a nos engalfinhar
Eu padeço sobre ti,
Eterno escravo dessa paixão,
Minha deusa, minha lua, meu terror,
Sou teu deus, sou teu sol, sou teu amor,
Somos hereges, cultuadores da perdição,
Nascemos para morrer,
Nas mil e uma noites de perversão
Viveremos e existiremos apenas para nos conceber,
Desceremos ao inferno subiremos aos céus,
Mostraremos o que é prazer,
Divinizaremos demônios,
E corromperemos os arcanjos mais fieis,
Em nossos atos de sublimação,
De doce perversão...
Sexo, amor, prazer e paixão...

A valsa da Lua

Quando olhei pra você meus olhos logo mudaram de cor,
Só me vinha a vontade de tocar-te,
O desejo me corroia e me deixava sem ações,
Mas ficava eu parado com medo de minhas emoções,
O frio logo subia e você de mim corria,
Meu eu queria chegar a você, eu queria pegar-te,
E ao tocar a tua mão, teu aroma logo impregnou em mim,
Olhamo-nos juntos, sorrimos juntos,
Olhamos para o céu, e a escada fomos subir,
Nós dois e o nada indo em direção a lua,
De olhos fechados bailando no luar,
Cercados pela luz, eternizados naquele momento...
Eu e você descansando na lua,
E nada mais existe nada irá importar,
A não ser as duas criaturas, nostálgicas a bailar,
Os seres imortais no luar, apenas a observar o mar,
Seu aroma se despede de mim junto ao meu olfato que me deixa,
E continuamos a rodar, de mãos dadas a dançar,
Logo eu paro de ouvir, logo deixo de te ver... de te sentir...
E choramos sobre a lua, atingindo a perfeição,
Dois seres sem sentidos, a bailar eternamente,
Ligados pela lembrança que sobrara em suas mentes,
Dançando para sempre, sem ao menos poder se ver,
E agora divinizados como fantasmas da lua cheia,
Viverão para todo sempre, e nunca mais irão sofrer,
Como zumbis iluminados, dançando no anoitecer...
E rodamos e rodamos sobre a lua, numa dança sem motivo,
Como estatuas se movendo, ficamos ali perdidos,
Esta feliz tragédia assim há de ficar,
Quando as lágrimas da lua caem, somos nós dois a prantear...
E neste dia o tempo irá parar,
E nosso amor vai se salvar,
Eu e você agora somos nós,
Os tristes e felizes seres da lua,
Que ali subiram e lá dançaram...
E por ali ficarão, como um trágico conto,
De sublime paixão...

Devaneio

Meu devaneio é estar ao teu lado
E ver-te o tempo todo,
É ser o teu amado.
E por-te acima de tudo.

Meu devaneio e querer-te
A qualquer custo amar-te
É teu, e só teu ser-te

04:43

INCOMPLETO

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Hoje é dia de refletir. Em função da chuva tive que ficar aqui pela universidade, acabei faltando aula da outra. Como não quero ficar à esmo vou refletir aqui, talvez eu não reflita coisa nenhuma, ou reflita sobre o que estou refletindo.
Paro...penso...olho, e não há o que fazer na frente desse PC. Acho que finalmente enlouqueci, foram-se os ultimos resquícios de sanidade. Fico pensando em que pensar, pensando no que eu deveria estar pensando, no que pensei e no que não vou pensar.
Coisa de doido isso...parou a chuva...ir-me-ei.
Andei pensando hoje: Na camâra legislativa de parintins tem um palhaço, não foi eleito como pessoa, mas sim como personagem. Agora, descobri que tem um pedófilo, antes ele ia da câmara pra casa, agora, a casa dele é fechada com uma grade na frente. Qual o próximo vereador "sortido"?
Espero que até o fim do mandato ainda tenham vereadores de verdade na câmara.
Mudando pra uma esfera mais ampla, espero que daqui à uns dois anos não voltemos ao governo mílitar. Dizem que a inteligência de um povo é refletida em seus governantes. Até onde me lembro o presidente é analfabeto, e candidata dele é uma guerrilheira...eta Brasilzão...

domingo, 9 de maio de 2010

De repente parece que tudo mudou, nova fase? Estranho esse nosso viver, estranha essa nossa vida. Não entendo isso, acho que não é pra entender.
Ah, isso é só um comentário que eu não queria deixar passar.
Alg(uém)o tem me deixado curioso, excitado...

Perigo

Perigo é amar-te tão longe
É ver-te e não tocar-te
É tanto querer-te...
Perigo é andar por aí
E "ser humano",
E viver nesse mundo.
Perigo é viver
Pior se não o fosse,
Melhor depois que fosse.
Perigo ser sentir,
Perido deixar levar-se
Por essa onda que vem,
Por essa onda que vai,
Perigo é qualquer coisa...


07:00
07:04
09/05/2010

sábado, 8 de maio de 2010

Prognóstico

De escritor a personagem
Antes com a caneta na mão
E hoje presente na paisagem
A esmo? Claro não...

E o corvo de perto me acompanha
Dizendo-me: nunca mais,
Esta frase não me é estranha,
Estava no livro de certo “rapaz”.

Quem sabe um dia poeta
Ou talvez historiador,
Hilário eu já fora atleta
E por este eu perdera o amor.

Imagens e memórias de um sonhador
Escrevendo e vivendo nesta noite soturna,
Ou quem sabe apenas ator,
Quem não conhece a vida diurna.

Ei!


Ei! Triste e pequeno ser;
Infante, tão pouco amante,
Que tenta ir avante,
Mais forte que uma avalanche...

Ei! Triste e pequeno ser;
Que aqui choras,
Que com os olhos me devoras,
Que me parece estar aí há horas...

Ei! Triste e pequeno ser;
Imaginando-se o cavaleiro andante,
O senhor constante,
Talvez cavalgante...

Ei! Triste e pequeno ser;
O que me mandas?
E porque não andas?
Será que tu me sondas?

Ei! Triste e pequeno ser;
Eu estou aqui,
Mas tu não podes me ouvir,
E me resta então sorrir...

Ei! Desisto de chamar-te,
Tu não me da atenção oras,
Isto esta irritante,
Se tu brincas
A ti é que não vou servir...

E o excelentíssimo a chamar,
Sem saber o que ocorria,
Pensava que ele dormia,
E por lá ia parar...

Mas o que ninguém sabia,
É que este nem mais ouvia,
E nada sentia,
E tão pouco queria...

Amor – isto era exceção,
Solidão – a cicatriz de sua destruição,
A ferida da decadência profunda,
O fim desta existência imunda...
       

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Anestesia

Dia-a-dia as pessoas andam
Correm, pensam e não agem,
Fogem sem saber
Sabem apenas fugir.
Dia-a-dia as pessoas riem à toa
Vivem à toa,
São à toa
E fazem tudo sem saber.
E anda pra lá e pra cá
Cegas no mundo
Surdas, sem sentir
Elas olham e não veem
Elas ouvem, mas descuram
Mas não sentem, elas vegetam.
Eu me mato de me matar
Eu me mato de pensar
Eu penso em me matar
Mas não adianta
E todos riem à toa enquanto eu fico parado
Balanço a cabeça e olho
Vejo a futilidade da vida de cada um
E eu vejo tudo, e eles viram o rosto...
E estão todos anestesiados
Tomados por uma droga que alucina,
Tomados por uma droga que age na mente,
Por uma sociedade que mente,
Que os deixa ausente.
E no final o louco sempre sou eu
Que não tomo o remédio,
Que não quero me anestesiar,
Que quero sentir a dor.
E todos vivem sem sentir,
E todos vivem numa vida artificial,
Eu prefiro sentir,
Prefiro não me drogar,
Eu prefiro ver, ouvir e sentir a vida por completo.
Eu quero ver o colorido e não o distorcido.
Mas acabo notando que é preto e branco...

02:09
02:21
07/05/2010

Dia de hoje - 07/05/2010

Mais um dia se passa, mais um dia comum. Mais um dia de tédio, mais um dia daqueles em que de meia em meia hora você para, observa tudo à sua volta, pergunta-se por que está lá, porque todos riem, e porque tudo é tão fútil. Mais um dia em que eu me sinto um alienigena ao ver tudo e todos e não crer que em nada. Mais um dia em que olho novamente para tudo e todos e não entendo a razão de todos serem assim. E meus pensamentos me parecem tão racionais, e outros parecem tão errados, iludidos, e no final das contas eu sou o alien.
Hoje o dia passou tão rápido, e tudo parece pesar bastante na mente, e tudo cai com uma força que parece que não vou aguentar sozinho, mas aguento o peso dos outros, e os outros aguentam o peso sozinho. E todos riem de uma felicidade enganadora, de uma felicidade passageira, e eu aqui olhando pro nada, vendo tudo passar em preto e branco, e vendo o mundo cair.
Eu vejo tudo e todos passarem, eu ando devagar, mas vou mais longe. cada dia meu ego cresce, porque eles são tão fúteis, e eu me viro levando o que todos não levam, e meu orgulho cresce a medida em que todos são minhas marionetes cegas, surdas, mudas, e passivas, e aos poucos e os domino e crio a vida deles. Eu vejo tudo ir e voltar como um brinquedo de vai-e-vem, e pouco-a-pouco eu aumento meu ego e meu orgulho, e aumento minha tristeza, minha raiva do mundo, e todos só riem mais e mais, e todos estão sendo usados, e cegos, e vivem bem, e eu uso, eu vejo tudo, eu sei do que acontece, e caio, e caio, e caio de novo, levanto, levanto, levando de novo mais forte, para ao fim do dia cair na cama e pessar a noite pensando - como?
01:32

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Reze por mim

Reze por mim neste dia
Em que a ilusão apagou,
Nesse dia sem lágrimas
Nesse dia de dor...
Reze por mim
Pois desisti de rezar,
E alguém precisa manter essa chama
Alguém precisa sorrir,
Alguém ainda precisa amar...
Reze por mim nesse dia,
Pois não faz mais sentido nada
Não faz mais sentido ficar parado,
Não faz mais sentido as palavras,
Reze por mim se você me quer feliz
Reze por mim se você me quer...
Reze por mim, pois eu aprendi
O que vem em meu caminho
Eu já sei o meu destino
Eu já sei o que fazer,
Eu já sei o que virá.
Reze por mim para que ecoe algo
Para que não termine à esmo
Reze para que não seja com outro o mesmo.
Reze por mim se você ainda acha que tem salvação,
Reze por mim se você acha que vou voltar.
Reze por mim e diga adeus...

01:43
01:45
06/05/2010

Do Sol

Crepúsculo: Nasce mais um dia,
Raia o sol que emana energia
E traz alento,
Vem a luz, e vem o vento.

As folhas voam e é o momento
De estar atento
De sentir toda a magia
Do arroubo e da alegria.

Vai-se embora,
Da-se o por-do-sol
Nem mais belo q'aurora

Vai, mas vem outrora
E junta-se ao lençol
Dorme calmo: chora.

03:32
03:36
03/05/2010

Um começo

Estava deitado e levantei
Abri os olhos e me fui,
Fui andando e me sentei
Fiquei então pensando...
De repente me arroubei
Com um anjo tão belo
Suspirei e então pensei
Como pode tal perfeição.
De repente eu parei
Não conseguia me mover
O que senti só eu sei
Mas, não pude descrever,
Como em tal chama me queimei
Entreguei-me a esse fogo
A essa história me joguei...

03:15
03:16
05/05/2010