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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Zumbi

Silêncio...nada se vê, nada se sente...
Nós estamos mortos,
Nas mãos de alguém, nas mãos de outrem.
Me conte, sussurre o real...

Barulho, pra todos os cantos.
É um disfarce tolo de um pouco de realidade,
Andando sozinho não sinto o frio
Nem o calor...
Eu não sei, não esta aqui,
Esta na palma de alguma mão...

Mãos sujas, pés sujos,
Almas sujas...conte-me!!
Não existe um "algo"
É só uma corrida sem ganhador...

03:01
03:05
29/12/2010

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Religião: Sistematizando minha própria crença

Venho à algum tempo tentando sistematizar minha crença, até pelo fato de estudar religiões e de sempre estar fazendo reflexões. Percebi hoje que o primeiro passo para minhas anotações é partir do principio mais geral possível e que seja uma forte característica do meu credo.
Tal pensamento é a relação, corpo, alma, espírito. Entender esses três faz parte da essência humana, é algo ontológico, no meandro deles esta a questão religião/ciência. Se corpo, alma e espírito são uma relação una e interdependente que precisa de um equilíbrio, a questão religião/ciência é o caminho para essa busca.
Uma célebre frase de Albert Einstein “A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega”
Essa frase delimita um dos pressupostos da minha crença, onde tanto a religião como a ciência são necessidades ontológicas de mesmo nível e completam-se de modo que o corpo, a necessidade de expressão material - já proposta inclusive por Marx - é abastecida pela ciência, que em alguns casos ultrapassa essa temporalidade, ou o material, terreno. O espírito vem estar diretamente ligado à religião e o que hoje é reconhecido por sobrenatural¹, ou seja, todos os fenômenos extra corpóreos(corpo) e ainda não compreendidos em função da soberba da ciência e do próprio rumo da existência humana, e que é representado algumas vezes pela alma, ou seja, a própria vivência. Por fim a alma vem ser a mediadora entre corpo e espírito. Alma é o mesmo que vida, e é na vida, nas experiências que são demonstrados os fenômenos do corpo e do espírito em maior ou menor grau, mas que precisam ser equilibrados por esse mediador.
Sendo então corpo, alma e espírito uma relação una, mas ao mesmo tempo separada, apesar de interdependente, é comum ocorrer de o corpo (matéria/ciência) transcender-se e em alguns casos atingir o espírito, e contrário também ocorrer, as noções do fenômeno do espírito se refletirem de forma material(ciência), e esse é o objetivo da alma (vida).
Em tempos antigos o ser humano teve muitos problemas, pois a religião era muito mais forte que a ciência, quebrando assim o equilíbrio necessário e ontológico. Isso fez com que a parte responsável pela ciência fosse deixada de lado, e fatores como a ética fossem deixados de lado, e a religião fosse usada de forma errônea.  Hoje a ciência é a grande mãe de tudo e também traz muitos problemas ao ser humano como ser, pois deixa de lado em grande parte a religião, fazendo também com que o plano de equilíbrio não se efetive e leis retóricas ou materiais( principalmente da noção distorcida que o capitalismo trouxe) se sobreponha à religião e o espírito trazendo um caos da existência humana. Assim é a alma, ou seja, a vida por meio de nossas experiências que vai caminhar ao equilíbrio de corpo e espírito para emancipação real do ser enquanto ser, para alcançar seu objetivo enquanto essência.

¹ Ainda vou questionar a noção de sobrenatural, pois discordo do significado do termo, e o vejo como natural desconhecido.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Uma reflexão sobre religiões

Me parece interessante a forma como o que é comum ou cotidiano é coisificado, e pela sua própria dinâmica de frequência seu significado é esquecido ou deixado de lado pelo simples fato do ato de fazer esse ato comum.
É dito que direito é feito pelo fato. E de fato qualquer coisa repetida várias vezes perde a ordem de sentido em detrimento do pragmatismo, da ação. Essa é uma observação que acabo de ter que se mostra interessantemente ligada ao estudo das religiões ou qualquer doutrina, pois a significação das tradições propostas por estas vão coisificando-se paralelo ao simples pragmatismo da ação.
Isso tem ocorrido principalmente com a religião cristão católica romana, pois, esta tem maior expressão e mídiatização global. É como se ela tivesse um prazo de validade que condiz com sua expansividade demográfica junto ao tempo de ação espiritual e temporal sobre seu determinado grupo, ou seja, por ser a religião mais expressiva e comumente discutida seus significados foram deixados de lado, esquecidos, e as tradições mais simples ou complexas apenas deixadas de lado pela público, talvez até por falta de maior dinamicidade no ato destas, onde tais significados ficaram apenas com os padres, bispos e demais eclesiástas, pois estes são os guardas desses significados.
Isso traz à tona outra reflexão: Se os significados são deixados de lado, cada vez mais a própria religião é deixada de lado, e pela necessidade de conhecimento e afirmação humana, o público vai em busca de uma nova crença que faça sentido, um significado novo e ainda não em estado de entropia, assim dando ênfase à novas religiões. Esse processo se deu com as religiões politeístas( principalmente grega, romana e egípcia), para o catolicismo cristão - é claro que existem também outros inúmeros fatores políticos que influenciaram essa transição, mas o qual não é meu objetivo me ater agora -, do catolicismo cristão para o protestantismo de Calvino e Lutero, que hoje por um lado crescem bastante com novos adeptos, mas que por outro os antigos adeptos estão em em exôdo bem grande para - isso em termos de Brasil - as religiões espíritas, com grande ênfase na religião que mais cresceu nas ultimas três décadas, o espiritismo kardecista, e a umbanda.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre a Psicossomática: Uma autoreflexão

Observando a minha própria vivencia e experiência, é prache fazer algumas análises para que possa me compreender melhor, e ter alguns fundamentos póstumos para entender como me entendo.
Partindo de uma interação social que pressupunha, a priori, uma necessidade científica, mas que posteriormente veio a ser uma necessidade pessoal, vim notar algo interessante sobre a própria noção apriorística inconsciente em tal interação social.
O entendimento que vou analisar é ação da psicossomática nas minhas relações sociais em função da minha própria necessidade existencialista, sob a influência emotiva.

A psicossomática é uma ciência interdisciplinar que integra diversas especialidades da medicina e da psicologia para estudar os efeitos de fatores sociais e psicológicos sobre processos orgânicos do corpo e sobre o bem estar das pessoas. (...)Então, psicossomática é uma palavra substantiva que pode ser empregada para qualquer tipo de sintoma, seja ele físico, emocional, psíquico, espiritual, profissional, relacional, comportamental, social ou familiar.
Na visão junguiana ou da psicologia integral, todo sintoma é psicossomático e pode ser um meio para que o processo do auto conhecimento possa acontecer e, por isso mesmo, Hipócrates, o pai da medicina, no seu aforismo já citava: "Homem, conheça-te a si mesmo, para poder conhecer os deuses e reconhecer o Deus que habita em ti". Então, qualquer sintoma ou queixa pode ser entendido como uma manifestação psicossomática, além de ser uma janela de oportunidade para o auto conhecimento!" (MELLO FILHO, Júlio. 1992)

Partindo dos conceitos citados acima, a psicossomática tem influências diretas sobre o bem estar pessoal. O que venho notar é sobre minhas experiências de campo da busca científica do entendimento da fenomenologia religiosa no âmbito geral. Mesmo com minhas noções apriorísticas de observação e entendimento do fenômeno, o próprio fenômeno age sobre mim de forma inconsciente e isso pode estar se dando, dependendo do caso, pela influência afetiva de outrem, onde há uma troca de significados antes da observação, que já me engendra a noção inconsciente pré definida do fenômeno.
Ora, antes de mais nada preciso sistematizar minha pesquisa, e a forma de análise, caso esta for participativa ou não. Caso não seja participativa, tenho que rever minha conduta e fazer uma preparação consciente sobre o estudo da psicossomática para tal ação, caso seja uma observação participativa, o que culmina mais com a fenomenologia, o entendimento da psicossomática precisa também ser entendido, mas antes de tudo tenho que estar ciente da troca de meios e produção simbólica de significados, talvez preservando um tipo ideal, mas ciente do modelo de observação.
O que quero findar é que uma observação à esmo de campo religioso tem forte influência em mim, em função da minha própria necessidade e conceito existencialista, onde qualquer templo ou local de cunho sagrado, espiritual, ou especial vem me trazer uma noção diferente em função da pré noção da existência de uma forma maior objetivando-se no local.
O surgimento de um sintoma psicossomático vem em função de três fatores independentes, neste caso, a influencia psicoafetiva é o fator da influencia sobre minha conduta e noção. Apesar da própria noção consciente da ação psicossomática, é difícil desligar-se dela, pois a sapiência desta é consciente, mas a ação é inconsciente. Um fator bastante expressivo nessa condição é o próprio despreparo físico e psíquico para controlar tal ação, onde a noção cognitiva dela é apenas um passo à noção de auto controle da mesma, faltando ainda muito preparo e evolução do corpo e do espírito para compreender expressivamente tal ação.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Manobra do Tempo

Uma folha mágica
Cortou o tempo
Como uma lâmina afiada,
Chamou minha atenção
Num dia triste, num dia inteiro de solidão...
Num dia que não se sabe o fim,
Numa era que não acabou,
Levou-se adiante o futuro incerto,
Mas talvez o correto...
A lua vigiou cada passo
Enquanto o vento sussurrava com o frio
A vontade de aquecer, a vontade de esquecer,
De dias de outrora,
Da morte de uma rosa,
Do nascimento de uma flora...
Ninguém viu nada, porque não tinha o que ver,
Ouvir, sentir...E,
Nem dava pra pensar,
Pois não havia razão,
Só havia uma suposta benção
E uma chuva de emoção...
Havia um pedra - sim havia!
Mas havia um martelo,
E sempre haverá água no caminho,
Mas enquanto a água apenas bater,
Nada vai morrer...

03:39
03:46
10/12/2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sobre os Seminários de Psicologia da Comunicação

Grupo 1

O primeiro grupo ficou com o tema, A dinâmica da Comunicação humana e a Comunicação de Massa, deu a entender que seu conceito vem ser o modo de “compreensão”, como o outro receberá a informação, juntamente apresentando características da comunicação humana no campo da psicologia.
O problema apresentado pelo grupo era de como as pessoas recebem as informações pelos Meios de Comunicação de Massa. Para isso se utilizam de uma dinâmica, a do telefone sem fio na qual a informação é jogada para a sociedade, que muitas vezes recebe de forma diferente. A turma se mostrou interessada em discutir o tema e mostrar seus pontos de vista.
Em fim, além do tema que foi apresentado, houve também a interação entre do assunto com o grupo que estava apresentando e a classe, de forma que o tema fosse bem debatido.

Grupo 2
O grupo dois ficou encarregado de apresentar o tema sobre as Condições da efetividade da comunicação humana. A ênfase principal do grupo foi sobre como conseguir e manter a atenção, apresentando diversos conceitos e técnicas para isso.
O grupo usou além de algumas dinâmicas, vários complementos para mostrar como os conceitos são aplicados, e de fato foram bem aplicados, pois, deram certo, prendendo a atenção da turma.
A problemática foi bem discutida, os exemplos teóricos e práticos, foram bem explorados e deu pra ter a idéia de como tudo isso funciona, aproveitando-se do conhecimento que fora posto pelos outros grupos.


Grupo 3 

O tema da Influencia social foi apresentado no dia 26 de novembro. O grupo optou por usar data show e vídeos sobre a influencia da cantora internacional Lady Gaga, sobre determinado grupo de pessoas (influenciados).
A problemática discutida pelo grupo foi a influencia do comunicador no fenômeno de mudança de atitude, na qual o grupo destacou que os meios de comunicação usam a persuasão para atingir o publico alvo. “O comunicador esta preocupado em fazer matérias vendáveis, não tão preocupados em influenciar”, esta foi a conclusão do grupo.
Quanto aos pontos de vista da turma, o que se resume é que determinado grupo de pessoas (consumidores) se deixam influenciar só porque são favorecidos em determinado aspecto.
Grupo 4

O grupo quatro apresentou o tema da persuasão, usando slides e vídeos de como os meios de comunicação de massa usam desta para convencer o publico através de propagandas.
A temática apresentada foi “A persuasão como fenômeno importante para a comunicação”, e para finalizar houve os debates em sala de aula sobre como a persuasão é importante e como ela atua nos meios de comunicação de forma mais expressiva ou mesmo tímida, mas sempre com o intuito do convencimento,
Grupo 5

Características e funções da comunicação de massa, esse foi o tema abordado pelo grupo 5, no dia 30 de novembro.
O grupo usou data show, vídeos e exemplos de propaganda para melhor compreensão do tema abordado, além de destacar sobre vários artifícios dos meios de comunicação de massa para a influência.
A problemática foi “Como os meios de comunicação de massa trabalham a subjetividade”, o grupo mostrou como a televisão, o radio e o impresso trabalham para atingir a subjetividade do consumidor, de como fazer daquele simples telespectador um consumidor em potencial.
A discussão da turma quanto ao assunto abordado foi que determinado produto só é consumido, quando ele é apresentado por algum famoso, o que não acontece com um produto apresentado por uma pessoa comum que não tem nenhum vinculo com a mídia.
Grupo 6

O grupo 6 trouxe a problemática Comunicação e produção de modos de existência. E mostrou como as instituições nos propõem modos de existência, que nos absorvemos e dentro de tais instituições esta justamente os meios de comunicação de massa, com sua influencia sobre todas as faixas etárias e diferentes grupos sociais.
Além da reflexão com slide, o grupo apresentou um programa de entrevistas, chamado De frente com Clely, onde trouxe pessoas que sofreram a influencia de tais modos de produção, e a palavra de especialistas que analisaram tal influencia.
Ao final, o debate sobre o tema foi bastante interessante, pegando o gancho dos outros seminários apresentados, explorando bem o tema.
Conclusão

Diante dos temas abordados, ficou bastante clara a influencia da psicologia social no âmbito da comunicação e mais precisamente do jornalismo. Os meios de comunicação de massa usam da psicologia para entender subjetividade do publico e a partir disso torná-los consumidores, e partidárias de suas idéias, influencias e modos de existência, onde tudo isto esta ligado ao consumo de produtos específicos ou da própria industrial cultural da mídia e da informação.
Comunicar é persuadir, e a partir disso os meios de comunicação de massa propõem idéias que engendram nossa mentalidade, onde os meios influenciam o homem, e o contrario também acontece, numa dialética complexa de existência e historicidade da dinâmica do homem moderno e contemporâneo.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Hoje em dia os homens sabem o preço de tudo e o valor de nada.
Oscar Wilde