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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A QUEIMA DE LIVROS

Quando o regime ordenou que fossem queimados publicamente
Os livros que continham saber pernicioso, e em toda parte
Fizeram bois arrastarem carros de livros
Para as pilhas em fogo, um poeta perseguido
Um dos melhores, estudando a lista dos livros queimados
Descobriu, horrorizado, que os seus
Haviam sido esquecidos. A cólera o fez correr
Célere até sua mesa, e escrever uma carta aos donos do poder.
Queimem-me! Escreveu com pena veloz. Queimem-me!
Não me façam uma coisa dessas! Não me deixem de lado! Eu não
Relatei sempre a verdade em meus livros? E agora tratam-me
Como um mentiroso! Eu lhes ordeno:
Queimem-me!

Bertold Brecht

LISTA DE PREFERÊNCIAS

Alegrias, as desmedidas.
Dores, as não curtidas.

Casos, os inconcebíveis.
Conselhos, os inexeqüíveis.

Meninas, as veras.
Mulheres, insinceras.

Orgasmos, os múltiplos.
Ódios, os mútuos.

Domicílios, os passageiros.
Adeuses, os bem ligeiros.

Artes, as não rentáveis.
Professores, os enterráveis.

Prazeres, os transparentes.
Projetos, os contingentes.

Inimigos, os delicados.
Amigos, os estouvados.

Cores, o rubro.
Meses, outubro.

Elementos, os fogos.
Divindades, o logos.

Vidas, as espontâneas.
Mortes, as instantâneas.

BERTOLD BRECHT

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Religião: Uma pequena reflexão

Trago aqui duas questões que tem me inquietado ultimamente e preciso sistematiza-las, tanto pra mim, quando pra qualquer um que ler aqui e concordar ou discordar.
Acho interessante a capacidade que algumas religiões, como o espiritismo kardecista, tem de fundamentar sua doutrina sem lacunas e respeitar o pensando de outra religião, mesmo que sua doutrina descorde dos preceitos desta.
Por outro lado, religiões que deixam, e algumas até tentam manter seu "fiel" pela ignorância e por essas lacunas, não tem o mesmo comportamento, são extremante preconceituosas e segregadoras.
Pensem bem, não deveria ocorrer o contrário. Já que certa religião tem sua crença tão fundamentada, não deveria ser ela a questionadora das outras, que imporia seus fundamentos já que estes são tão sólidos.
Bem, isso é a fé. Os níveis do ser humano, baseado do desenvolvimento que já mostrei aqui, corpo/alma/espírito através da ciência/religião se completam com essa pequena análise. Meu ponto de vista se fortalece com essa colocação.
Mas, sinceramente eu nem vim escrever esse ensaio com tal objetivo, isso surgiu de insight agora.
Minha discussão é sobre o maniqueísmo presente na mentalidade da maioria sobre algumas religiões e certos fenômenos, principalmente a demonização do orixá Exu, pela igreja católica e hoje em dia mais forte pelas igrejas evangélicas.
Quero também dissertar sobre a negociação com os espíritos, ditos "ruins". Mas já escrevi bastante, na outra postagem eu termino isso aqui.

sábado, 11 de junho de 2011

Sugestõeszinhas pra quem lê isso aqui...u.u

http://intercomtroll.blogspot.com/
http://colonheiro.blogspot.com/
http://nevenalaje.wordpress.com/
http://observandoparintins.blogspot.com/

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Amazônidas

Brilha a lua sob o prateado
Das motosseras jogadas
Ao bagaço das árvores.

É belo o sol,
Mas dói nas costas do canoeiro,
Que depois tira castanha, andiróba
E muito mais...

Corre o rio-mar
Imenso e galante,
Mas ninguém pensa
Na imensidão de remadas
Braço à braço,
lua à lua...

Dorme a floresta e a calmaria,
Mas dentro da selva
Està acordando o pescador,
Levantando a lavadeira,
E não conhece o amanhã...

17:20
17:26
02/06/2011

Intercom Norte 2011

Ainda nos falta muito, muiiiiiiiiiiiiiito para termos o mínimo status de boa universidade do Norte, não é nem do Brasil, é do Norte.
Estamos longe dos outros estados em pesquisa, ensino e extensão. Esmagados pelas outras delegações aqui no Intercom. Mas, espero que os que vão apresentar sejam classificados, boa borte Sue, Renata e eu é claro, nos vemos no nacional.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Gypsy Lament - Inkubus Sukkubus


Gypsy Lament - Inkubus Sukkubus
Sleep well, my Love
Sleep while the night sky weaves her spell
Sleep without pain
Sleep though I yearn to have you near me
The flames of all you were
Have vanished in the ground
Sweet scented rosemary is scattered all around
Wait just a while
For in no time we'll meet again
Though you were gone
Before we wed
I give blood to you earth, now take it to his own
No fire or water deep
Shall keep this bride from him
He left me while
The seas were wild against the shore
What foolish thief
Would dare defy the hand of fate?
I love you now as I'll never love again
The rocks beneath my feet
Have sunken deep
Earth to earth
My love my own shall be
Grow like the willow tree
No sadness bring to me
He the man, and I the woman
My love to me
This shall be 

Gypsy Lament - \"Lamento Cigano\"

Durma bem, meu amor
Durma enquanto o céu noturno lança o feitiço
Durma sem dor
Durma apesar de eu te querer perto de mim

As chamas de todos vocês
Dissiparam-se pelo chão
O alecrim de cheiro doce está espalhado por todo o lado

Espere só um pouco
Pois em pouco tempo nos encontraremos novamente
Apesar de tu teres partido
Antes de nos casarmos

Eu te dei sangue Terra, não leve isto a ele
Nem fogo ou águas profundos
Separarão esta noiva dele

Ele me deixou enquanto
Os mares estavam selvagens contra a costa
Que ladrão tolo
Ousaria desafiar a mão do destino?

Eu te amo agora como nunca amarei novamente
As rochas debaixo dos meus pés
Diminuiram muito

De terra a terra
Meu amor será meu
Cresça como o Salgueiro
Nenhuma tristeza traga para mim

Ele o homem, e eu a mulher
Meu amor para mim
Assim será

Lembranças

Lembranças antigas
Trazem antigas lembranças.
Sonhos recentes
Lembram passados não ultrapassados.
Os sons de sempre remetem as mesmas lembranças 
Que nunca existiram...
Palavras e versos retornam dejavús eternos
Onde sempre há lembranças enganosas e
Enganação de lembranças.
Todo o particular é tão universal,
Todo o singular é tão comum, presente...
Toda alegra é tão ausente...
demente...
03:19
03:24
27/05/2011

Expurga

Palavras tentam sair pele
Como uma música em tons menores,
De dores maiores
Que a angustia revele...

Algo quer ser ser expurgardo
E quer manter vivo aqui dentro,
Quer sair por aí dançando,
Mas alimentando-me no centro

Desse algo qualquer
Que de noite assombra
E canta lindamente..

Trazendo fantasmas musicais,
Levando sobras teatrais
Deixando os restos viscerais...

03:09
03:18
27/05/2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tristitia

Tristeza...desalento à toa
Nas altas em que dorme o sol
E vela-o a lua.

Abaixo e longe
Vai a mente esquizofrênica,
Dos olhos escuros e fundos
Da cênica diária
De karmas profundos.

Sob milhões de olhos
Vermelhos e azuis
Que dormem ao avesso do sol,
Que também o são, mas d'outro lado...

Tristitina o (ex)pécado
Da reflexão,
Flexão do pensamento,
Confusão do tal alento
Frágil como o vento
E sutil como sentimento...

As águas vão no ouvido
Que misturam as letras dos olhos
Disfarçando e cantando a mesma canção,
Doce, porém linda contradição
Essa tentativa de ilusão
De ir e voltar dentro e fora
Mas, no final em vão,
Sempre na contramão...

Fugir pelo caminho de volta,
Dançando na própria tristeza,
Ahhh que dureza...
Incerteza? Firmeza??
Frieza?
02:35
02:44
27/05/2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Capitulo I - O funcionalismo e a comunicação: considerações preliminares

A proposta desse capitulo é situar o inicio dos estudos sociais, e mais tarde o da comunicação e o jornalismo mediante o paradigma funcionalista pelo seu criador, Emilie Durkheim. O grande problema nessa linha teórica é que o funcionalismo vem do positivismo, que é a linha teórica que tentou aproximar os estudos sociais aos estudos exatos, Comte (criador do Positivismo) queria que as ciências sociais fossem estudadas da mesma forma que a física, e Durkheim, da mesma forma que a biologia, é quando Adelmo cita Spencer.
Em síntese, o funcionalismo diz o seguinte: Da mesma forma que nosso corpo funciona a partir da relação de nossos orgãos, onde cada um funciona em função do outro, a realidade social vem funcionar da mesma forma. É como se nosso cérebro fosse o estado, o coração a igreja, os rins a familia, e assim por diante. Cada um precisa do outro e se há algum problema, uma doença, todos são afetados, dessa precisando então voltar-se ao estado antigo de saúde, ou seja, se o ocorre uma mudança que cause problema, é necessário fazer voltar ao antigo estado, fazendo uma (GENRO FILHO, p .13)"reprodução e uma estabilidade do sistema social".
Os estudos sobre a comunicação se dão em meados da primeira guerra mundial. A comunicação é vista como um dos orgãos da sociedade, e servem para mantê-la saudável e fazendo com que o sistema capitalista seja reproduzido. O corpo é o capitalismo e a comunicação é uma parte que ajuda este a se manter.
No Brasil, José Marques de Melo escreveu sua tese de doutoramento, intitulada sociologia da imprensa brasileira. Este um livro essencialmente funcionalista, pois busca entender porque a imprensa no Brasil atrasou, pois havia necessidade de desenvolve-la para que a sociedade vigente também fosse mantida, a imprensa no Brasil colonial era uma aparelho da corôa, na página 14 são citadas algumas necessidades as quais a imprensa veio ajudar a resolver.
A globalização e a necessidade cada vez maior de informação de espaços cada vez mais longínquos em menor tempo fez aparecer a indústria da informação. Ora, se estamos falando do período de ascensão do capitalismo e de indústria, logo o jornalismo nasce com a ideologia burguesa, ele nasce nesse meio como um produto, pois é necessário e se assim o é, logo, é fonte de lucro.
Assim como os fenômenos imediatos que povoam o cotidiano, os acontecimentos precisam ser percebidos como processos incompletos que se articulam e se superpõem para que possamos manter uma determinada "abertura de sentido" em relação a sua significação. (GENRO FILHO, p.15)
É assim que o jornalismo deve ser visto, e mesmo que necessariamente haja um carga ideológica e subjetiva sobre a produção da noticia, é possível fazer um jornalismo ético, comprometido e mais ainda polifônico.

Enfim, à medida que o funcionalismo "consiste na determinação da correspondência existente entre um fato considerado e as necessidades gerais do organismo social em que está inserido"11 , não permite notar a autonomia relativa do fenômeno jornalístico e suas perspectivas históricas mais amplas. Ficam obscurecidas as contradições: sua inclusão na luta de classes e os limites e possibilidades que daí decorrem. (GENRO FILHO, p.17)
Dessa forma o funcionalismo põe o jornalismo como ferramenta para manter a sociedade como esta, e sabemos que o jornalismo é um modalidade de conhecimento que esta nos meandros não da manteneção social, mas da mudança, da crítica, da informação social e militante que busca conscientizar o seu público.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Elegia - Escravos

Vejo no escravo da gravura em seus pulsos as algemas
Subitamente vejo-me refletido, almas-gemeas
Em meus pulsos o relógio dita as ordens, somos escravos
Na caverna escura, vivendo em correntes
Na caverna escura atado as regras
desse jogo de sombras, pouco sabemos
Aquele que vislumbrar a luz, será posto a ferros
Trancado na cela soltitária, numa camisa de força, se do que vir disser
E o que descreverá ninguém entenderá deverá ser calado
A gota a diluir-se no mar, a gota a diluir-se no mar
E para sempre assim será
Para sempre, será?
Somos escravos nesse labirinto sem paredes
Somos peixes presos em nossa própria rede
Que tecemos dia a dia, noites a fio
Pois é seguro sem medo sem frio
a frente da TV, anestesiando mentes
Drenando-as via satélite, em rede
Presos na própria rede, presos na própria rede
(A gota a diluir-se no mar, para sempre assim será)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Exílio

Crescente é a angustia
Do exílio que só é alentado
Pela luz do sol,
E assim dorme escurecido
Na sua corte esquecida
Sob a própria luz do dia.

Estranho é o exílio
Institucional que mesmo sendo
Inconstitucional acontece;
Que banal, mas é real...

Estranho é o crime organizado
Em três esferas,
Com vários cargos,
Todos muito bem pagos
E escolhidos...

Mas meu sol nasce redondo
Mesmo explorado como se fosse quadrado,
O problema de tudo é ficar parado, jogado
Na pátria a(r)mada, idolatrada,
Minha corte de fachada...

02:30~
03:11
21/02/2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Anjo Perdido

Foi naquela noite da lua prateada
Que te encontrei deitada
E sobre o frio da tua pele
Pedi que o anjo sele,

A maldição da tua voz em minha mente
De sentir n'alma o calor ardente
De milhares de lágrimas caindo,
De centenas de anos sofrendo.

Foi naquele dia andando
Que me senti morrendo,
Sem vontade da vida,
E com ela roubada.

Senti-me um condenado
Um pobre esquecido,
A eternizar-me com beijos gélidos
Sob a escuridão dos perdidos...

Sem luz no dia,
Sem frio eu me encolhia.
Do fogo do fim,
Da morte sem fim...

Lágrimas chamei de existência,
Vagar, de essência.
E não vai acabar
Nunca vai terminar...

03:46
03:55
04/02/2011

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Uma ajudinha financeira

Pessoal como eu sei que agente gasta uma grana da porra com livros e textos, eu vou postar aqui um blog com uma pilha de livros em PDF, o blog é ligado à USP (Universidade de São Paulo) 
Baixar Livros

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dia de hoje: 26/01/2011

As vezes o silêncio da noite é a melhor companhia e a chuva caindo é a melhor coisa que podemos ver, sentir, ouvir, cheirar ou torcar...
Na madrugada, a solidão parace tão agradável como se não quisessemos que isso acabe e realmente não quero, mas preciso...
Cada pingo d'água que cai é um passo a morte da chuva e isso é tão belo quanto qualquer vida, quando qualquer morte, tão natural, tão divino e perfeito...
As vezes nada importa por um tempo, por muito tempo, e o silêncio da noite é a chave que abre nossa mente para nós mesmos, para tudo que acontece conosco dia após dia, noite após noite...
Cada gota que cai da chuva é tão bela quanto uma vida inteira, pois é uma vida tão rápida, e derepente nos damos conta que a nossa o é também, e o que eu fiz? Como sou? Porque eu sou? E mais importante, O que eu não fiz? Porque não fiz?
O frio da noite é tão bom, e isso é tão metafórico quanto um dia eu não quis que fosse, mas é e sempre será, é muito bom. Lembro-me de outras metáforas e provérbios que me seguem, e à todas dei um sentido, à todas dei uma resposta, mas a poucas dei atenção...
Na madrugada encontrei algo oculto, e senti um mar sem velejador, onde talvez eu devesse estar, um mar que eu deveria ter domado...se tudo acabar, é nesse mar que começo de novo...

04:51
06:00
26/01/2011

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Introdução à Disciplina

Fundamentos teóricos do Jornalismo é uma disciplia chave do curso. Entendam-na como se fosse algo como Teorias do Jornalismo, ou Filosofia do Jornalismo.
Nela vamos ter a idéia mais específica de o que é o jornalismo e a partir de que pensamento se faz ele. Esta disciplina media todas as outras disciplinas específicas do curso, pois Impresso, Tele, Web e Radio jornalismo são discipinas mais levadas à prática da profissão, e esta em questão vem justamente teorizar, partir da teoria, ou seja ela vem antes da prática.
As primeiras noções que são aprendidas em Introdução ao Jornalismo são expandidas e mais bem discutidas nessa disciplina, que visa dar o horizonte de que tipo de jornalista você quer ser e como quer ser.
Sendo mais específico enquantoa disciplina, como sabemos o professor Rafael tem uma orientação filosófica marxista(que vou introduzilos mais tarde), e esta vai ser a base da disciplina, bem como todas as outras ministradas por ele.
Não só saber como o jornalismo é teorizado, a disciplina pretende entender como ele foi e é feito nos mais diversos lugares, com ênfase no Brasil e nos fatos mais discutidos a nivel mundial. Ao final da disciplina o conteúdo pretende mostrar-lhes como fazer jornalismo, e o que é o jornalismo.

Fundamentos Teóricos do Jornalismo

Quero informar aos colégas do curso de comunicação, que estou me propondo como monitor da disciplina Fundamentos Teóricos do Jornalismo, ministrada pelo professor Rafael Bellan, no primeiro semestre de 2011.
Mesmo que não tenha a bolsa que é de costume, serei voluntário para monitorar a disciplina, e aqui neste blog vou postar algumas informações e resumos de aulas, textos, conceitos e outros artifícios que serão usados na disciplina. Não obstante é mister lembrarque alguns conceitos já estão aqui presentes, por isso chamo a atenção dos colegas para visitar e comentar no blog, e opinar além de dar sugestões para as postagens.
Quero lembrar também que apesar de ser monitor dessa disciplina apenas, vou por e já pus algumas postagens das outras disciplinas, e aceito sugestões também para tais.
No mais obrigado e aproveitem!

Discurso: Sobre os 7 Pécados Capitais Parte 1

Bem, vou tratar aqui sobre uma pequena análise do que hoje chamamos de os 7 pecados capitais, ao longo de sua história de criação, desenvolvimento e discurso presente hoje, independente de linha teológica, é claro com leve peso ao catolicismo romano, pois esta é a religião que adotou-os primeiramente e com mais expressão.
Os 7 pecados capitais são conhecidos como as 7 transgressões do Espírito, os piores pecados que o ser humano pode cometer.

Segundo Evágrio do Ponto

O que se conhece hoje por 7 pécados capitais foi sintetizado primeiramente por Evágrio do Ponto um escritor, asceta e monge cristão que viveu no ano de 345-399.¹
Ele escreveu o que chamou de 8 piores crimes ou paixões humanas (infelizmente só consegui 7).
  

1.Gula
2.Avareza
3.Luxúria (ligado à Vaidade)
4.Ira
5.Melancolia
6.Acídia (ou Preguiça Espiritual)
7.Orgulho
8.Tristitia (Algo como desespero ou tristeza, ligado à preguiça)

Segundo Papa Gregório I

No final do século VI o Papa Gregório I reduziu a lista a sete itens, juntando "vaidade" e "orgulho" (ou "soberba") e trocando "acídia" e "melancolia" por "inveja". Para fazer sua própria hierarquia, o pontífice colocou em ordem decrescente os pecados que mais ofendiam ao amor:

1.Orgulho;
2.Inveja;
3.Ira;
4.Indolência;
5.Avareza;
6.Gula;
7.Luxúria;

Segundo São Tomás de Aquino

Mais tarde, outros teólogos, entre eles, Tomás de Aquino analisaram novamente a gravidade dos pecados e fizeram mais uma lista. No século XVII, a igreja substituiu "melancolia" – considerado um pecado demasiado vago – por "preguiça".
Assim, atualmente aceita-se a seguinte lista dos sete pecados capitais:
1.     Vaidade;
2.     Inveja;
3.     Ira;
4.     Preguiça;
5.     Avareza;
6.     Gula;
7.     Luxúria;
Os pecados são diretamente opostos às Sete Virtudes, que pregam o exato oposto dos Sete Pecados capitais inclusive servindo como salvação aos pecadores.

Segundo Peter Binsfeld


Peter Binsfeld , foi um demonologista, teólogo e padre jesuíta Medieval. Viveu em Trier, na Alemanha, e ali morrera da peste em 1598. Ele estava envolvido nas caças às bruxas do tempo e escreveu "A Confissão de Warlocks e bruxas", que discutiu as confissões de supostas bruxas, e argumentou que a tortura não afetou a veracidade das confissões. 
1.     Asmodeus - Luxúria
2.     Belzebu - Gula
3.     Mammon - Ganância
4.     Belphegor - Preguiça
5.     Azazel - Ira
6.     Leviatã - Inveja
7.     Lúcifer - Orgulho 
Ele também teorizou que outros demônios poderiam invocar o pecado. Por exemplo, Lilith e sua prole, o incubus e sucubus, invocam a luxúria. O sucubus dorme com os homens, a fim de impregnar a si mesmo, para que possa suportar mais demônios. O incubus dormeria com mulheres para levá-las a pecar.
Como pode-se ver, os pécados tem uma interessante história e "evolução" ao longo do tempo, e uma certa tendência ao cristianismo. Mas, o que pode-se ver é que de fato pe um discurso de cerceamento moral para fins reliosos, e como vou mostrar mais precisamente depois, com intuito estatal do poder temporal da igreja.

¹- Sacred Origins of Profound Things de  Charles Panati, Beatrice G. e Fernando T


sábado, 22 de janeiro de 2011

Ensaio: O termo Sobrenatural

Bem, como dito em outra postagem uma palavra que muito se ouve, principalmente no que concerne ao tema religioso é sobrenatural.
Recorrendo ao bom e velho Aurélio temos esses significados:

 1.     Que ultrapassa o natural; que não é atribuído à natureza.
 2.     Relacionado com fenômenos extraterrenos:
 3.     Que está acima da natureza humana; sobre-humano
 4.     Fantástico, extraordinário; excessivo.
 5.     Rel¹.  Diz-se de tudo que é ligado à ação da graça divina, por estar acima da essência e do agir da criatura. 
Rel¹ - Sentido religioso da palavra

Vou partir meu pensamento de dois dos significados acima, o terceiro e o quinto.
Bem, acima da natureza humana ou sobre humano? Isso é incalculável, pois não temos ideia da capacidade humana, talvez até certa ideia da capacidade física, mas isso é muito pouco.
Como disse Raul Seixas na música Ouro de Tolo: "Somos seres humanos e só usamos 10% de nossa cabeça animal." Logicamente então não podemos calcular o natural da capacidade humana, e por ventura o sobrenatural vem em conjunto.
Bem, o outro termo é mais perto da religião e tenta distanciar o homem de Deus, a criatura do criador. Por essa noção eu discordo, pois anularia meu pensamento acima, creio que isso é apenas falta de coesão nos termos, pois as noções e os fenômenos religiosos não estão acima do agir da criatura, elas são parte dela. O que chamamos de ação divina, só o é aprioristicamente vindo da ação humana e depois sendo agraciado como divino.
O que quero propor aqui, é ignorância humana ao falar de algo de que não se tem muitos fundamentos, e em função disso vai traçando tal caminho, o que e deveras comum. A fuga do equilíbrio que eu propus em outra postagem é o que faz acharmos que certas ações ou possíveis ações são sobrenaturais, pois partindo dessa lógica os recordistas olímpicos mundiais, de atletismo por exemplo, são todos sobrenaturais, pois executam ações com certa precisão que outro ser humano não pode fazer.
O equilíbrio, corpo/alma/espírito é a chave para "destravar" a habilidade e o conhecimento para muitos fenômenos incríveis que estão ao alcance humano, e não inerente à sua natureza enquanto essência, e só através do caminho religião/ciência podemos alcança-lo.
Por fim, minha proposta aqui é reunir uma espécie de teoria unificada da ontologia à partir de uma filosofia religiosa, visando práxis final.
A noção comum de sobrenatural é simplesmente o fato de que temos vergonha de admitir nossa ignorância e o abandono de certos conhecimentos e ações, e as religiões de modo geral, mas não tão especificamente tentam buscar a relação dessas noções e conhecimento e fazer do homem o verdadeiro homem, não o novo homem, que é o homem do capital, o homem que perdeu a essência do Sapies Sapiens em sua natureza, bem como suas necessidades.
O processo "evolutivo" humano, criou um caos da práxis como ação sobre a natureza, pois essa própria noção esta obscurecida, já que a própria práxis é roubada de nós à cada dia com nosso consentimento.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ensaio: Uma interpretação sobre a Bíblia. Parte 1

Bem, para continuar meus estudos sobre fato e fenomenologia religiosa vou traçar aqui algumas interpretações minha sobre passagens Bíblicas, algumas coisas que fazem certo sentido para alguns, fazem outro sentido para mim.
Adão e Eva

Não vou me ater à uma história que todos conhecem. Mas a Bíblia é um livro de parábolas, analogias, metáforas e etc. Adão e Eva não foram criados nos moldes românticos que nos contam, ou aparecem em filmes, tirinhas e quadrinhos. Adão e Eva são sujeitos de um crônica, onde o intuito desta é mostrar que homem é mulher são os seres e agentes históricos do mundo. O ser humano é o ser que altera a natureza para si, e isso Karl Marx vai mostrar adiante em suas obras, a transformação do mundo e do homem.
O ser humano é o ser que determina o mundo, mas que é determinado por ele a priori, numa relação dialética, e quando digo que ele determina o mundo, isso inclui fauna, flora e etc, tudo mesmo.
Então esqueçam um casal coberto por folhinhas e ainda inocentes, esse casal representa o ser humano de modo geral.
A serpente, poderia ser um Urso, um Cavalo, um Ornitorrinco, ou mesmo um Avestruz que tentou Eva à maldade, alguém tinha que o fazer. Isso não passa de mais um detalhe para mostrar que da mesma forma que existe o bem, existe o mal, ou seja para tudo existe um oposto.
Agora a metáfora mais interessante é a da maçã, da mesma forma que a serpente, poderia ter sido até um tucumã. Os escritos dizem que existiam duas árvores, a árvore da vida e a do conhecimento. Fazendo uma remissão à minha ideia já posta em outro post, sistematizando minha própria crença, ao comer do fruto do conhecimento o ser humano embebedou-se neste de forma a esquecer do fruto da vida, que esta quase esquecido, ou seja o ser humano da crédito demais à ciência e deixa a religião de lado, quando ambas precisam andar juntas, para não estarem cegas ou mancas, o ser humano perdeu sua própria essência, sua noção de existência hoje é totalmente distorcida.
Tudo isso é uma metáfora que precisa de interpretação cautelosa, as duas árvores são ciência e religião caminho para a transcendência da relação corpo/alma/espírito.

A Arca de Noé

Bem, nada de se ater aos atores, pois são detalhes: A questão é, qual a metáfora do Dilúvio?
Juntar um par de todos os animais em uma arca? Os tamanduás iam morrer de fome, e lá se iam os pares de formigas e assim por diante.
O cachorro é util como animal de estimação, e já foi mais, bem como o cavalo e tantos outros. Juntas todos os animais quer dizer que dependemos um do outro, e cada um tem seu papel no sistema, é sábido que se sumissem todos os urubus, coelhos, formigas ou baratas, cada um desses traria um desequilíbrio ecológico, pois existe a necessidade da ação conjunta de cada um.
E se ocorre um desastre?? É aí que entra o dilúvio, ou poderia ser uma seca, uma glaciação, furacões, tornados, tudo é parte de um desequilíbrio ecológico e ambiental que tem fundamentos nessa degradação do meio ambiente, são todos corretivos naturais seja lá qual for a catástrofe, a ideia é juntar os animais pois todos interdependem  entre si e não ir de contra a fúria da natureza.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O anjo

Vi hoje um anjo com olhos da cor céu,
Pela minha visão embaçada
Eu vi vultos de uma fada
Que balançava cabelos cor de mel.

Ouvi uma brisa, sem saber de onde vinha
Era uma linda voz, de uma singela mocinha.
Vi da luz uma beleza,
E pela janela a certeza

Da existência de um anjo
E eu, pobre marmanjo
Caido de arroubo, sem reação.
Vi tal anjo e ouvi tal canção...

Para Cláudia Sara, que eu tanto perturbo de madrugada.^^


05:29
05:37
20/01/2010

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Penso em você

Penso em você pois tenho coração errante,
Um cavaleiro louco e galante
Que a mente vai mais volta,
Mente sem dono, que da tua não solta.

Penso em você ainda; muito
Meu anjo de cada minuto
Dou-te parte de meu coração fajuto
Mesmo outrora em luto.

Ahh..anjo, sorria
Te abraço de longe.
Estou contigo minha tia,

Mas você sabe e sabia
E nunca foge,
Da nossa magia.

Dedicado à Rafaela Takaki, a eterna Tia Rafa ou Angel Eyes ^^
04:07~
04:11
07/01/2011

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Ricto Máfia - Perguntas


Não me apavore tanto assim,
se tudo está perto do fim...
Tenho uma capa pra vestir
e um caminho pra seguir...

Excesso de dinheiro e uma cortina.
Pessoas que importam perdidas na bebida.

Não vou acordar!
Não quero acordar!

Barulhos, vozes e gritos, loucura!

Concreto, nuvens, perguntas e ternura...

Antiguidades fazendo sua parte.
Mais um deslize, e no peito a caixa bate

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Fique Perto de mim II

Fique perto de mim mesmo quando
Minhas células ou as tuas não mais responderem
E a comunicação física não existir.

Fique perto de mim quando o físico não mais nos suprir.
E nosso alento for algo mais;
E então seremos loucos.

Fique perto de mim na luz do dia
Nos dando a necessária energia,
Ou na luz da lua no velando.

Fique perto de mim quando todos sumirem
Para que eu não tenha mais medo
Ou para que te conte meu maior segredo.

Fique perto de mim quando eu estiver com frio
Ou quando o calor me machucar.
Me ajude com qualquer temperatura.

Fique perto de mim na lua nova,
Na cheia e na minguante;
No verão outono, primavera ou inverno.

Fique perto de mim se eu fechar os olhos,
Ou se a mudez me deter,
Mas este comigo aconteça o que acontecer.

Fique perto de mim na mais profunda solidão,
Na angustia cotidiana.
Na tristeza que de mim emana.

Fique perto de mim quando enlouquecer,
Ou quando cair do cadafalso.
Aperte minha mão em todas as horas.

Fique perto de mim quando o espelho me der medo,
A consciência me fizer um monstro
Ou a razão me fizer um tonto.

Fique perto de mim no clarão que cega.
Na noite serena,
Fique perto de mim na paz ou na guerra eterna.
01:05~
01:50
05/01/2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

Fique perto de mim

Fique perto de mim mesmo na ausência física
Quando os corpos não se tocarem,
Mas as almas ainda assim engalfinharem-se.

Fique perto de mim na inconsciência do meu ser
Quando minhas ações te deixarem esvair de minha mente,
Quando meu corpo estiver pobre e demente.

Fique perto de mim na ausência de qualquer alento
Quando a sanidade ir como poeira ao vento
E não restar outra coisa no espaço e no tempo.

Fique perto de mim quando a existência toda acabar
E nada mais fizer sentido
E qualquer coisa estiver acabada.

Fique perto de mim quando este plano for desmembrado
E o caos total estiver instalado
Numa realidade avessa, travessa...esquecida.

Fique perto de mim mesmo que meus olhos te percam
Mesmo que você perca meus olhos,
Mesmo que todos nos percamos.

Fique perto de mim mesmo que meus ouvidos te deixem
E a sonoridade do mundo escurecer
Numa realidade insípida.

Fique perto de mim e remoa minhas células,
Ande pelos meus átomos energizados;
Seja parte deles.

Fique perto de mim quando eu precisar
E quando não precisar também,
Mas esteja presente.

Fique perto de mim quando eu estiver perdido,
Cansado e sem vontade.
Seja minha força motriz.

Fique perto de mim quando eu olhar a chuva,
O horizonte, o por do sol e o crepúsculo,
E quando eles não mais existirem também.

Fique perto de mim quando eu estiver sozinho
Ou quando haver muita gente,
Pois não existe solidão com você.

Fique perto de mim quando meu sangue esfriar
Ou mesmo quando ferver,
Mas esteja sempre comigo.

Fique perto de mim em qualquer lugar,
Condição ou estado.
Mas esteja sempre aqui de alguma forma.

Fique perto de mim mesmo que eu não a sinta
E que pareça o fim de tudo,
E comece tudo novamente.

Fique perto de mim e regue comigo a vontade,
Encharque sua presença;
Você pode sentir?
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02/01/2011