Páginas

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sinto-te

Sinto uma distância se aproximando
Mas, o ruim é não temê-la
E, estar sem medo de perdê-la,
E deixar-te em outros braços amando.

Estou aqui, mas não te chamando,
Eu quero, mas, não há esforço pra vê-la.
Precisa renascer a vontade de enchê-la
de abraços e tudo; e talvez estejas orando

para que isso aconteça,
e eu não padeça
dessa distância,

Para que venha-me ânsia
E meu corpo obedeça
E novamente a proximidade cresça...

02:24~
02:29
28/05/2010

Arlequim II

Um sorriso - de canto de rosto,
É o bastante, uma, duas, três palavras.
Já esta perto (demais) é tarde.
Galanteio que arrouba - olhos brilham,
Ele sabe disso - a tímidez é passageira
Mas ele a quer.
Um, dois, três olhares, sorriso de volta,
- Mais uma vez - ele chora.
Anda, anda, pensa, chora. respira.
Começou de novo - Ele diz sim,
E ela só balança a cabeça - Demorou?
Mas ele quiz, e assim esta feito.
Uma porta abre, e lá estão eles;
- Ela se perdeu no caminho dele,
Ele não quiz - mas deveria,
Mas mesmo assim, ele presumia.
Ficou calado e quieto; a fama se espalhou,
Não da mais, ele é ele, o jeito "ele" de ser,
Enchugo a lágrima, sorriso de novo,
Lavanta-se, e estão todos perdidos novamente.
- Esta frio, diz alguém. Ele nem sente, mas aquece,
E depois esfria tudo novamente.
- Sente-se, diz ele. É tarde, ela ouviu.
Acabou mais um dia, ele limpa a maquiagem,
Senta, pensa, reflete - E daí? - É tarde!
- Lá vem o sol, começarde novo, e de novo...
Um sussuro vindo de vários lugares:
Arlequim... um soriso, um adeus...

04:03
04:13
24/05/2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Cinzas

O vento sopra como quem nina seus filhos,
E é a mãe que canta nos ouvidos,
Ela chora e da adeus aos seus queridos.
Pois foram-se pensamentos velhos.

E elas voam, espalhando-se ao vento,
Vão embora sumindo aos poucos;
Vai embora deixando a memória de dois loucos;
Vai fundindo-se ao vento

Porque são cinzas de uma vida queimada
Destruida por medo e imcompreensão
Manchado com sangue em ebulição
Trazendo consigo a morte, pedaços de um coração.

E são restos queimados sem valor
Que muito foi um dia
Mas, que ainda forá tardia
Essa chama; esse calor...

E tardia a chama queimou
E fez cinxas de alguma coisa,
Uma vida, toda uma casa
FOi-se em cinzas... acabou...

04:26
04:34
23/05/2010

domingo, 23 de maio de 2010

O nível mais alto da ciência é também o seu mais ínfimo; a mediocridade da soberba.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

"A tragédia e a sátira são irmãs e estão sempre de acordo; consideradas ao mesmo tempo recebem o nome de verdade."
"Decididamente não compreendo por que é mais glorioso bombardear de projécteis uma cidade do que assassinar alguém a machadadas."
"Não há assunto tão velho que não possa ser dito algo de novo sobre ele. "
"Aos olhos do artista, o público é um mal necessário; é preciso vencê-lo, nada mais."
"A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz."
Fiodor Dostoievski
Não há como fugir de certa soberba quando se tem o devido mérito. Faz parte da essência do ser humano se dar à certos luxos, e à certas luxúrias. Faz parte do ser humano contradizer-se, o ser humano é o ser da dialética, é o ser que a usa, e que a sente. O ser humano, por vezes se acha monstruoso por certos atos, e crê que certos atos são monstruosos, mas, acaba sentindo-os na pele, sempre é assim.
Aonde quero chegar com isso? Novamente venho refletir e pensar na seguinte questão. Como é complicado o ser humano, como é dificíl entender as pessoas, mas, por vezes notei que pelo caminho certo se vai longe, e por vezes notei que certos caminhos nos guiam. Em vez de procurarmos certos caminhos, muitas vezes esses caminhos nos procuram, e são poucos os benémeritos disso. Manipular as pessoas sempre foi tão fácil, sempre me pareceu algo tão imoral, tão ruim, e em função disso eu sempre subestimei as pessoas, coisa que odeio. No final das contas, sempre noto que sibestimei e deveria fazer de novo. As vezes penso nas pessoas como se elas fossem eu, como se penssasem como eu, agissem como eu, e sempre me dou conta de que não é assim, é sempre mais fácil, o caminho é sempre tão livre, e a horribilidade de subestimar e de manipular as pessoas vai embora, porque é fácil, e eu posso, eu consigo.
Sobe-me certa soberba, mas vejo meu mérito, as pessoas dão-me mérito, alimentam meu ego e meu orgulho. Talvez o erro de todos seja alimentar esse ego, e esse orgulho, pois eles são famintos, e aproveitam muito bem seu alimento. É tão fácil manipular as pessoas, e parece-me que elas se deixam manipular, e quando tentam fazer o mesmo não da certo, elas se rendem e dizem que tentaram e não deu certo, ou que pela primeira vez não deu certo, e isso sobe cada vez mais à minha lunática mente, e só me faz entender dia após dia, que é fácil, que eu sei, que eu consigo. Entendo que existe o dia de errar, mas errar só ensina como não fazer, e ajuda a fazer melhor da proxima vez. Eu faço, eu me torno soberbo, e o monstro que eu martirizo, mas sempre da certo, e quando não der certo, so´servirá para eu saber que muito mais vezes dará certo.
Dizem que quando se ganha algo, se perde algo, que ninguém da algo sem querer ou pedir algo em troca. Os deuses as vezes nos dão coisas, e pedem para os humanos nos tirarem outra. Eu notei isso, eu ganhei isso, eu perdi algo. Mas da mesma forma que eu não posso fazer nada à perder algo, eu faço muito com o que eu ganhei.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Astro física e humanidade

Um dia quem sabe, entenderemos a dinâmica que envolve a matéria e a energia escura para podermos entender a matéria normal, de forma a chegar à esquação de tudo para simplesmente termos a certeza que a astro físíca provará que tudo acabará, toda a vida inteligente se extinguirá. Interessante como 75% de tudo, é energia escura, e não matéria escura como achavam, e tudo isso não é nada senão refletido à matéria normal, e com todos juntos entendemos muito do universo, muito do que vemos ou não vemos no firmamento, toda um processo complexo de uma dinâmica que ao final nos dará a certeza de que o fim será frio, frio como a alma dos seres humanos, frio como a vida da humanidade.
Partindo de uma filosófia louca, meu devaneio, isso é uma prova da ligação metafísica entre o humano e o exato, entre a astro física e as humanidades, o mundo acabará frio; começamos com nós mesmos. A humanidade de mente e de alma fria, se não se acabar se não se destruir sozinha, vai acabar no frio do universo, pois se o homem mal consegue fugir do proprio homem, se ele cria a sua destruição, o que dirá da natureza a qual não se pode enfrentar, tudo acabará no frio.
“Amo a história.Se não a amasse não seria historiador. Fazer a vida em duas:consagrar uma à profissão, cumprida sem amor; reservar a outra à satisfação das necessidades profundas – algo de abominável quando a profissão que se escolheu é uma profissão de inteligência. Amo a história – e é por isso que estou feliz por vos falar, hoje, daquilo que amo.”
Lucien Fèbvre, in “Combates pela História”

Também amo a história mas, não sou históriador. E é porque amo a história que quero ser históriador e trata-la com amor, fazer da labuta um amor. Mas, quero ousar como Febvre ousou, quero ir mais longe. Amo a história e quero que outros amem como eu amo, quero ensinar outras pessoas a amarem-na como eu me ensinaram à ama-la, quero que outros aprendam a ama-la, como eu aprendi, e por isso eu amo a história e quero ser históriador, e é por isso que amo a história, e quero ser professor!!

Circularidade da Memória


O resgate de uma memória traz a tona outras memórias. A memória instiga e reconhece que outras memórias têm em comum o fato de serem memórias, e com isso descobrem-se semelhanças, e por meio destas semelhanças, mapeiam-se e as outras memórias, que dão viés a outras.
Todo individuo é diferente, toda memória é diferente, e este em comum é a primeira característica que faz de indivíduos e de memórias, iguais. Ser diferente é ser igual, e ser igual é ser diferente. O Desenrolar das memórias do mundo, dos indivíduos, das muitas memórias, nos faz descobrir por onde caminham outras memórias, nos faz ver que nossa memória é igual a do outro.
Quando nos tornamos diferentes ao ponto da isolação nos deparamos com uma identidade esquizofrênica, com uma identidade inexistente, pois ainda que tenhamos traços de subjetividade e individualidade, somos seres sociais, que vieram de outros seres sociais, que nos repassaram uma série de costumes, crenças, características, físicas, biológicas, culturais, e de âmbitos gerais. Somos seres humanos, somo pessoas, mas também temos nossa individualidade.
Baseada na aula de 19/05/2010


A essência do jornalismo

Lukacs dizia que a arte seria uma forma de representar a realidade, ainda que no âmbito particular. Genro Filho vem dizer que o particular não pode, pois a arte, mais que representar uma realidade (espelho) traz certos traços subjetivos. A arte busca e chega além do fenômeno, ela chega a um fenômeno moldado por certa interpretação, adequação e discurso, mas não necessariamente atinge a essência.
É então o jornalismo esse representador da realidade e socializador de tais conhecimentos, pois ele veio e para esse papel histórico, e mais, veio com o papel histórico de contribuidor e até mesmo motor da emancipação da sociedade. O Jornalismo é o representador da realidade, pois ele parte de um singular. Seu ponto de partida não é objeto, o objeto é seu ponto de chegada. O Jornalismo vem do singular para observar o fenômeno, refletir sobre ele, chegar à sua essência de forma que quando volte ao fenômeno, ele o veja como fenômeno e como essência, num círculo de conhecimento.
Adelmo Genro filho diz que o jornalismo tem que partir da pirâmide que consiste em partir do singular, onde o Lead não é a maior concentração de informação, mas é o que da a abertura e a indicação das informações adiantes, mais precisamente na documentação, ou informações que possam ser buscadas. A notícia deve ser a gênese de uma fonte de conhecimentos. O Jornalismo é uma forma social de conhecimento que traz conhecimentos, nos guia e nos ensina a buscar mais conhecimentos, eis o segredo da pirâmide.
E mesmo partindo do singular, o jornalismo não deixa de ser universal, de chegar a um universal. Na sua busca do fenômeno e da essência, o jornalismo passa por traços universais, e às vezes por traços particulares. Mas seu fundamento deve ser centralizado no singular, e deve girar em torno do singular.
Nesse âmbito podemos dizer que a essência ainda não alcançada do jornalismo parte da epistemologia, logo, ela reflete sobre o conhecimento para que possa chegar à ontologia e chegar ao conhecimento humano. O jornalismo como práxis é epistemológico, pois é uma modalidade social de conhecimento e ontológico, pois no processo da práxis ele vem trazer à tona a essência humana, fruto de seu trabalho.

Baseada na aula de 18/05/2010

Postagem Magna

Criei este blog por alguns motivos. Primeiro porque a memória é extremamente importante, precisa ser deixada e cristalizada de alguma forma. Segundo, que a memória acadêmica aqui posta sempre me servirá, bem como à outrem que aqui vir buscar um pouco de conhecimento, seja assimilando, ou mesmo criticando, para que construamos sempre mais conhecimento. Outro intuito é a instigação para que outros se interessem pela memória, e pela memória acadêmica de forma que criemos aqui um arcabouço do que juntamos e aprendemos na universidade, seja no seu espaço físico, ou fora dela.
A minha memória acadêmica aqui postada, servirá para que outro dia eu aprenda com o que eu já aprendi. Servirá para que outros aprendam, e para que fique um gosto de saudade, e de inveja para quem vir apreciar essa memória.

sábado, 15 de maio de 2010

É, havia uma chama em seus olhos, uma pequena e rara chama, tavez, seja por isso que eu tenha gostado deles. Eu nunca tinha visto aquela chama em alguém aqui tão perto.
Como eu já disserá e escreverá outrora: cairá em mim a gestalt. Freud não explica isso, mas como é outra escola alemã, esta tudo em casa. rsrs

terça-feira, 11 de maio de 2010

Na noite da Beltaine

É noite de lua cheia,
Os dias são menores
As alegrias são maiores,
Os fogos dão à terra as bênçãos;
As bênçãos de seus filhos
Por dias de fertilidade
Por um ano de gratidão...
É noite e todos oram
Por que somos lágrimas de alegria
Caídas numa terra escolhida,
Lágrimas da própria mãe
Partes da própria deusa,
E noite da beltaine e nem todos sabem
Poucos oram
E poucos dão sua gratidão.
Fomos mortos pela cruz divina
Pela cruz do único
Pelo símbolo da vitória...
Os homens mataram a deusa
Mataram como fizeram com todos,
E todos são apenas um
E todos um dia foram algo...
É noite e a mãe nos olha do alto
Ela nos saúda, e nós a contemplamos,
Por que somos o que sobrou de sua prole
E de longe, muito longe eles estão felizes,
E ela esta feliz, a sombria que nos guia,
A mãe que guarda nosso sono
Mesmo que não há vejamos
A mãe de quatro faces
A mãe de prata...
E prateada a noite se vai
E a manhã surge com o brilho vigorante
E os fogos terminaram
E nada foi para muitos
E heresia foi para tantos
E vida é para poucos..

As mil e uma noites

Diante de uma pouca luz,
Atmosfera perfeita para a perversão,
O aroma de rosas negras,
Uma música tentadora a tocar
As mil e uma noites apenas começarão
Na nossa vida de perversão,
Na busca do eterno prazer...
Entre alucinações, delírios e calor,
O passar das mãos entre teu corpo,
O escorregar de tua língua no meu,
Doce prazer que nos leva a loucura,
A querer apenas disso viver,
Imaginando as mais belas formas,
Ao tocar-te a mão,
Misturando o prazer carnal
Junto ao amor do coração.
Oh ...minha eterna deusa
Juntos iremos ao infinito da loucura,
A perfeição mais sádica, mais perversa,
Que unira o inferno e o céu,
Nos atos mais sublimes, sagrados e profanos,
De amor e prazer, sentimento e perversão,
As mil e uma noites te sentindo a fundo,
Mordendo teu coração,
Desbravando cada parte do teu selvagem ser,
Conhecendo a mim e a você,
Sabendo do que somos capazes de fazer,
Tudo pela perdição, tudo pela perversão,
Os sentimentos e ações mais belos e ínfimos,
Do sagrado amor e do prazer,
O cheiro do teu sangue me excita,
Enquanto te faço gritar,
O suor de nós dois se junta,
Enquanto estamos a nos engalfinhar
Eu padeço sobre ti,
Eterno escravo dessa paixão,
Minha deusa, minha lua, meu terror,
Sou teu deus, sou teu sol, sou teu amor,
Somos hereges, cultuadores da perdição,
Nascemos para morrer,
Nas mil e uma noites de perversão
Viveremos e existiremos apenas para nos conceber,
Desceremos ao inferno subiremos aos céus,
Mostraremos o que é prazer,
Divinizaremos demônios,
E corromperemos os arcanjos mais fieis,
Em nossos atos de sublimação,
De doce perversão...
Sexo, amor, prazer e paixão...

A valsa da Lua

Quando olhei pra você meus olhos logo mudaram de cor,
Só me vinha a vontade de tocar-te,
O desejo me corroia e me deixava sem ações,
Mas ficava eu parado com medo de minhas emoções,
O frio logo subia e você de mim corria,
Meu eu queria chegar a você, eu queria pegar-te,
E ao tocar a tua mão, teu aroma logo impregnou em mim,
Olhamo-nos juntos, sorrimos juntos,
Olhamos para o céu, e a escada fomos subir,
Nós dois e o nada indo em direção a lua,
De olhos fechados bailando no luar,
Cercados pela luz, eternizados naquele momento...
Eu e você descansando na lua,
E nada mais existe nada irá importar,
A não ser as duas criaturas, nostálgicas a bailar,
Os seres imortais no luar, apenas a observar o mar,
Seu aroma se despede de mim junto ao meu olfato que me deixa,
E continuamos a rodar, de mãos dadas a dançar,
Logo eu paro de ouvir, logo deixo de te ver... de te sentir...
E choramos sobre a lua, atingindo a perfeição,
Dois seres sem sentidos, a bailar eternamente,
Ligados pela lembrança que sobrara em suas mentes,
Dançando para sempre, sem ao menos poder se ver,
E agora divinizados como fantasmas da lua cheia,
Viverão para todo sempre, e nunca mais irão sofrer,
Como zumbis iluminados, dançando no anoitecer...
E rodamos e rodamos sobre a lua, numa dança sem motivo,
Como estatuas se movendo, ficamos ali perdidos,
Esta feliz tragédia assim há de ficar,
Quando as lágrimas da lua caem, somos nós dois a prantear...
E neste dia o tempo irá parar,
E nosso amor vai se salvar,
Eu e você agora somos nós,
Os tristes e felizes seres da lua,
Que ali subiram e lá dançaram...
E por ali ficarão, como um trágico conto,
De sublime paixão...

Devaneio

Meu devaneio é estar ao teu lado
E ver-te o tempo todo,
É ser o teu amado.
E por-te acima de tudo.

Meu devaneio e querer-te
A qualquer custo amar-te
É teu, e só teu ser-te

04:43

INCOMPLETO

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Hoje é dia de refletir. Em função da chuva tive que ficar aqui pela universidade, acabei faltando aula da outra. Como não quero ficar à esmo vou refletir aqui, talvez eu não reflita coisa nenhuma, ou reflita sobre o que estou refletindo.
Paro...penso...olho, e não há o que fazer na frente desse PC. Acho que finalmente enlouqueci, foram-se os ultimos resquícios de sanidade. Fico pensando em que pensar, pensando no que eu deveria estar pensando, no que pensei e no que não vou pensar.
Coisa de doido isso...parou a chuva...ir-me-ei.
Andei pensando hoje: Na camâra legislativa de parintins tem um palhaço, não foi eleito como pessoa, mas sim como personagem. Agora, descobri que tem um pedófilo, antes ele ia da câmara pra casa, agora, a casa dele é fechada com uma grade na frente. Qual o próximo vereador "sortido"?
Espero que até o fim do mandato ainda tenham vereadores de verdade na câmara.
Mudando pra uma esfera mais ampla, espero que daqui à uns dois anos não voltemos ao governo mílitar. Dizem que a inteligência de um povo é refletida em seus governantes. Até onde me lembro o presidente é analfabeto, e candidata dele é uma guerrilheira...eta Brasilzão...

domingo, 9 de maio de 2010

De repente parece que tudo mudou, nova fase? Estranho esse nosso viver, estranha essa nossa vida. Não entendo isso, acho que não é pra entender.
Ah, isso é só um comentário que eu não queria deixar passar.
Alg(uém)o tem me deixado curioso, excitado...

Perigo

Perigo é amar-te tão longe
É ver-te e não tocar-te
É tanto querer-te...
Perigo é andar por aí
E "ser humano",
E viver nesse mundo.
Perigo é viver
Pior se não o fosse,
Melhor depois que fosse.
Perigo ser sentir,
Perido deixar levar-se
Por essa onda que vem,
Por essa onda que vai,
Perigo é qualquer coisa...


07:00
07:04
09/05/2010

sábado, 8 de maio de 2010

Prognóstico

De escritor a personagem
Antes com a caneta na mão
E hoje presente na paisagem
A esmo? Claro não...

E o corvo de perto me acompanha
Dizendo-me: nunca mais,
Esta frase não me é estranha,
Estava no livro de certo “rapaz”.

Quem sabe um dia poeta
Ou talvez historiador,
Hilário eu já fora atleta
E por este eu perdera o amor.

Imagens e memórias de um sonhador
Escrevendo e vivendo nesta noite soturna,
Ou quem sabe apenas ator,
Quem não conhece a vida diurna.

Ei!


Ei! Triste e pequeno ser;
Infante, tão pouco amante,
Que tenta ir avante,
Mais forte que uma avalanche...

Ei! Triste e pequeno ser;
Que aqui choras,
Que com os olhos me devoras,
Que me parece estar aí há horas...

Ei! Triste e pequeno ser;
Imaginando-se o cavaleiro andante,
O senhor constante,
Talvez cavalgante...

Ei! Triste e pequeno ser;
O que me mandas?
E porque não andas?
Será que tu me sondas?

Ei! Triste e pequeno ser;
Eu estou aqui,
Mas tu não podes me ouvir,
E me resta então sorrir...

Ei! Desisto de chamar-te,
Tu não me da atenção oras,
Isto esta irritante,
Se tu brincas
A ti é que não vou servir...

E o excelentíssimo a chamar,
Sem saber o que ocorria,
Pensava que ele dormia,
E por lá ia parar...

Mas o que ninguém sabia,
É que este nem mais ouvia,
E nada sentia,
E tão pouco queria...

Amor – isto era exceção,
Solidão – a cicatriz de sua destruição,
A ferida da decadência profunda,
O fim desta existência imunda...
       

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Anestesia

Dia-a-dia as pessoas andam
Correm, pensam e não agem,
Fogem sem saber
Sabem apenas fugir.
Dia-a-dia as pessoas riem à toa
Vivem à toa,
São à toa
E fazem tudo sem saber.
E anda pra lá e pra cá
Cegas no mundo
Surdas, sem sentir
Elas olham e não veem
Elas ouvem, mas descuram
Mas não sentem, elas vegetam.
Eu me mato de me matar
Eu me mato de pensar
Eu penso em me matar
Mas não adianta
E todos riem à toa enquanto eu fico parado
Balanço a cabeça e olho
Vejo a futilidade da vida de cada um
E eu vejo tudo, e eles viram o rosto...
E estão todos anestesiados
Tomados por uma droga que alucina,
Tomados por uma droga que age na mente,
Por uma sociedade que mente,
Que os deixa ausente.
E no final o louco sempre sou eu
Que não tomo o remédio,
Que não quero me anestesiar,
Que quero sentir a dor.
E todos vivem sem sentir,
E todos vivem numa vida artificial,
Eu prefiro sentir,
Prefiro não me drogar,
Eu prefiro ver, ouvir e sentir a vida por completo.
Eu quero ver o colorido e não o distorcido.
Mas acabo notando que é preto e branco...

02:09
02:21
07/05/2010

Dia de hoje - 07/05/2010

Mais um dia se passa, mais um dia comum. Mais um dia de tédio, mais um dia daqueles em que de meia em meia hora você para, observa tudo à sua volta, pergunta-se por que está lá, porque todos riem, e porque tudo é tão fútil. Mais um dia em que eu me sinto um alienigena ao ver tudo e todos e não crer que em nada. Mais um dia em que olho novamente para tudo e todos e não entendo a razão de todos serem assim. E meus pensamentos me parecem tão racionais, e outros parecem tão errados, iludidos, e no final das contas eu sou o alien.
Hoje o dia passou tão rápido, e tudo parece pesar bastante na mente, e tudo cai com uma força que parece que não vou aguentar sozinho, mas aguento o peso dos outros, e os outros aguentam o peso sozinho. E todos riem de uma felicidade enganadora, de uma felicidade passageira, e eu aqui olhando pro nada, vendo tudo passar em preto e branco, e vendo o mundo cair.
Eu vejo tudo e todos passarem, eu ando devagar, mas vou mais longe. cada dia meu ego cresce, porque eles são tão fúteis, e eu me viro levando o que todos não levam, e meu orgulho cresce a medida em que todos são minhas marionetes cegas, surdas, mudas, e passivas, e aos poucos e os domino e crio a vida deles. Eu vejo tudo ir e voltar como um brinquedo de vai-e-vem, e pouco-a-pouco eu aumento meu ego e meu orgulho, e aumento minha tristeza, minha raiva do mundo, e todos só riem mais e mais, e todos estão sendo usados, e cegos, e vivem bem, e eu uso, eu vejo tudo, eu sei do que acontece, e caio, e caio, e caio de novo, levanto, levanto, levando de novo mais forte, para ao fim do dia cair na cama e pessar a noite pensando - como?
01:32

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Reze por mim

Reze por mim neste dia
Em que a ilusão apagou,
Nesse dia sem lágrimas
Nesse dia de dor...
Reze por mim
Pois desisti de rezar,
E alguém precisa manter essa chama
Alguém precisa sorrir,
Alguém ainda precisa amar...
Reze por mim nesse dia,
Pois não faz mais sentido nada
Não faz mais sentido ficar parado,
Não faz mais sentido as palavras,
Reze por mim se você me quer feliz
Reze por mim se você me quer...
Reze por mim, pois eu aprendi
O que vem em meu caminho
Eu já sei o meu destino
Eu já sei o que fazer,
Eu já sei o que virá.
Reze por mim para que ecoe algo
Para que não termine à esmo
Reze para que não seja com outro o mesmo.
Reze por mim se você ainda acha que tem salvação,
Reze por mim se você acha que vou voltar.
Reze por mim e diga adeus...

01:43
01:45
06/05/2010

Do Sol

Crepúsculo: Nasce mais um dia,
Raia o sol que emana energia
E traz alento,
Vem a luz, e vem o vento.

As folhas voam e é o momento
De estar atento
De sentir toda a magia
Do arroubo e da alegria.

Vai-se embora,
Da-se o por-do-sol
Nem mais belo q'aurora

Vai, mas vem outrora
E junta-se ao lençol
Dorme calmo: chora.

03:32
03:36
03/05/2010

Um começo

Estava deitado e levantei
Abri os olhos e me fui,
Fui andando e me sentei
Fiquei então pensando...
De repente me arroubei
Com um anjo tão belo
Suspirei e então pensei
Como pode tal perfeição.
De repente eu parei
Não conseguia me mover
O que senti só eu sei
Mas, não pude descrever,
Como em tal chama me queimei
Entreguei-me a esse fogo
A essa história me joguei...

03:15
03:16
05/05/2010