Páginas

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Calendário

Ainda há rastros da morte anterior,
Junto a medo do ulterior.
Um frio que corroí esperança
Às vezes feito criança,
Às vezes feito colosso,
Outras? dispersas.

Mal começado e mal terminado
É o que mais se sente.
Nem lá, nem cá;
Em lugar nenhum, ausente!

Presente, presente, presente!!!
Cansa, descontenta, esfria.

Passado, moribundo de
Aprendizado.

Futuro, leve a cabo.

Há já, cheiro de nascimento.
Pr'alguns, alento.

Haverá, logo, dejavús
Sorridentes, esperançosos,
Curiosos, cabreiros,
Medrosos, mortos...

Há, de novo, frio nas costas...

6-7/-02/17
23:57
00:39

domingo, 28 de agosto de 2016

Enigma

Cachoeira de fogo!
Em forma de seda.
Avalanche de chamas!
Presa em minutos.

Em ti e sobre ti
O lado escuro.
De mim e para ti
A lanterna da revelação,

D' ardor de emoção,
da labareda tátil
do cheiro de tua desvelação.

Labareda que tira das sombras
Linhas, traços,
Carne, pedaços...

Enigma!
Então recoberto.
Luz apagada,
Lanterna desligada,
Respiração relaxada...

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Assisti Mad Max: Estrada da Fúria

Vou iniciar no meu blog algumas análises de filmes que venho assistindo ou mesmo que já assisti. Farei duas críticas em posts separados: uma crítica técnica (jornalismo cultural); e outra da análise científica (sobre questões mais universais).
Eu sei...já faz muiiiito tempo que o filme foi lançado. Porém, eu ando beeem ocupado com as coisas do mestrado e mal tenho conseguido ver meus filmes.
Semana passada eu tive um tempinho tendo em vista que fiz uma viagem (e tinha companhia, odeio ver filme sozinho). Além do mais, gosto de ouvir as críticas de quem não é da área pra ter uma noção de público.
Então, assisti Mad Max: Estrada da Fúria, dirigido por George Miller com atuação de Tom Hardy, Charlize Theron e Nicholas Hoult.
Vou dar o resumo na lata. O filme é legal. Sim, só isso. Bem. Eu não faço crítica como fãboy e nem análise subjetiva.
O que isso significa: Avalio pontos técnicos quanto a qualidade e pertinência, o que normalmente me aproxima da crítica especializada. Eu gostei do filme. A direção de arte e de fotografia são ótimas. Os detalhes de figurino e de cenário são minimamente trabalhados e com qualidade. Maquiagem belíssima. Gostei da trilha sonora também, ela contagia, segue e ao mesmo tempo guia o ritmo do filme.
Até aí tudo bem, notas altas. Mas onde foi parar o roteiro? Parece que o filme foi feito pra crianças grandes, pois é recheado de cores e movimentos, mas ele não tem um argumento, um drama, um acontecimento, um desenrolar que dê sentido a narrativa.
Isso sem contar os flashs confusos e sem explicação que sugerem acontecimentos passados, que mesmo assim não fariam falta na história do filme.
O que compensa são alguns detalhes: Você compreende de fato aquele mudo pós-apocalíptico com a direção de um ditador meio militar e meio religioso; A forma de controle e as concepções dos personagens; O filme é recheado de ritos e simbolismos de uma sociedade bem específica.
Me parece George Miller, diretor do filme, fez um investimento ousado e errôneo. Talvez ele tenha partido do pressuposto de que nós assistimos e lembramos dos outros filmes Mad Max (1979, 1981, 1985), nos quais ele foi diretor, roteirista e produtor.
Ainda que lembrássemos dos filmes, esse novo produto não se portou como uma continuação dos anteriores, como um Mad Max 2 ou 3. Não se apresentou no marketing como uma continuação.
As atuações são boas. O meu destaque é para o ator Nicholas Hoult (Nux) que além de uma belíssima e convincente atuação, interpreta um personagem que tem um ótimo enredo de transformação e sacrifício. É meu personagem preferido no filme.
Por fim, quero deixar a descrição da Revista Forbes sobre o filme: "uma obra-prima do cinema de ação". Concordo plenamente. Mas, muita ação e pouca história empobrece a narrativa.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Vai ter greve sim! Não haverá aula! Mas, teremos aprendizado! Depende de cada um


Acontece que cansou ver gente falando mal da greve e dizendo que quer aula, que não quer estudar no natal e no carnaval. Pra começar, se estudar no natal, carnaval, Boi-Bumbá, Paixão de Cristo, Pentecostes, Dias das Mães ou aniversário da MÃE (ops) é um problema, acho melhor repensar a ideia de problema. Creio que haja algum problema na formação (atenção a essa palavra) desses indivíduos. É sério que essas datas são tão mais importantes que sua formação? Vocês acham realmente que quando continuarem os estudos ou estiverem trabalhando terão tempo e mesmo paciência pra isso?
Na semana passada, na sala de um grupo de pesquisa, uma colega de curso perguntou para todos na sala: “E aí, como foi o feriado?” (referindo-se quinta-feira, 4 de junho, Corpus Christi). Quase que instantaneamente eu e uma amiga respondemos: “Que feriado?!”.
Não é brincadeira e nem exagero. O feriado não existiu, estamos estudando como loucos e desesperados. Muitas vezes eu mal sei em qual dia da semana estamos. Ahhh, o Helder é todo ateu, punk, anticristo e bla blá blá. Ok...rs. A pessoa que fez a pergunta é uma amiga muito religiosa, daquelas que conhecemos como praticantes e fieis. Ela mesma confirmou que também faz tempo que não sabe o que são feriados. Fizemos uma escolha: estudar e nos formar. Formar significa adquirir formação. Formar não é colar grau e nem pegar diploma. Afinal, educação superior e pós-graduação não são obrigatórias que nem a educação básica. Escolhemos isso e foi muito difícil passar nos exames de admissão da faculdade e do mestrado. Lutamos tanto pra esquecer isso por qualquer feriado? [Usei a mesma palavra três vezes no mesmo parágrafo de propósito!].
Há mais de um ano me mudei pra Manaus por conta do mestrado. Não estive presente com minha família nas datas acima citadas (a maioria nunca me importou). Dia das mães e dos pais e o aniversários dos respectivos, esses sim muito me importam. Não presenciei. Meus pais? Compreenderam até mais do que eu. A falta que eles fazem é grande.
Em 2013 e 2014 meu aniversário caiu na data do Intercom Norte, importante evento da área de comunicação. Mas eu fiz uma escolha: Escolhi me formar. De quebra, fiz amigos maravilhosos. Estudantes e profissionais dos estados da região norte (isso apenas na etapa norte do evento), que hoje fazem o possível para que possamos nos encontrar e que com toda certeza, no futuro, serão parceiros nas atividades cientificas e profissionais.
Pra concluir e não finalizar. Reflitam. Alguns feriados valem mais que a formação? Você é uma pessoa em sala de aula e outra no feriado? Tem algum problema nessa história. Não que devamos esquecer o feriado e as diversões. Mas há uma situação muito crítica no mundo, no Brasil e nas universidades e creio que isso seja mais importante que um natal ou carnaval livre.

Em 2012
Em 2012 houve uma greve da qual a maioria lembra. Na época eu era aluno de graduação. Em Parintins os alunos não conseguiram se mobilizar efetivamente. Alguns colaboraram como podiam e ajudaram professores e técnicos na maior paralização das universidades brasileiras, com adesão de 95% das Universidades e Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia.
Eu sabia e via cotidianamente que as condições de trabalhos nas universidades eram (e ainda são hoje) muito ruins. Mas, só sabia isso. Resolvi junto com alguns amigos e outras pessoas (que se tornaram grandes amigos por causa da greve) me aproximar do comando local e participar das reuniões. Afinal, eu não iria pra casa ficar bestando ou acompanhar tudo pela TV.
Descobri que os professores e técnicos tinham um plano de carreira ruim. Não recebiam reajustes acima da inflação há algum tempo (coisa básica, obrigatória). Descobri o que é esse tal de REUNI que muita gente fala. Ele criou o curso de Artes Visuais (na época Artes Plásticas) em Parintins. O curso começou com o professor de fotografia, do colegiado de jornalismo; O professor de teoria e ética, também do colegiado de jornalismo, que por um tremendo acaso estava cursando doutorado em sociologia e estudava estética; e a professora de língua portuguesa, transversal. É difícil de crer né? E se eu falar que até hoje esse curso não tem nenhuma estrutura própria? Desde aquela época a Ufam de Parintins ganhou um novo complexo, com três prédios de dois andares cada. Nada do bloco de artes, que ainda é um sonho para os alunos, técnicos e professores.
Descobri que a Dilma é “malvada” (mentira, eu já sabia! Percebi que o problema é muito maior). Conheci MUITO da realidade política, econômica, educacional e social do Brasil. Conheci a Ufam. Sem falsa modéstia, hoje sei da estrutura organizacional e política dela, conheço algumas resoluções e trâmites internos mais que muitos professores técnicos. Muita coisa ficou clara pra mim.
Percebi que apesar de todas as dificuldades que a universidade Brasileira e latino-americana passam, ainda assim elas são exemplos de instituições que realmente agem e transformam a sociedade – outra hora cito as inúmeras ações que fizemos, apenas em Parintins.
Percebi que a Ufam é um só um peixe em um rio tão grande quanto o Amazonas. Sobre esse contexto, vale a pena o texto do professor Sergio Lessa, disponível aqui. O texto é de 1998, mas como é atual.
Desculpem-me a falta de modéstia, mas a minha formação foi muito melhor que a dos alunos que não participaram ativamente da greve ou mesmo não passaram por uma. Aprendi coisas que todo jornalista (minha graduação) deveria saber. Tudo que não havia na minha grade curricular, economia, história, economia-política da mídia, a perversa política partidária etc. Eu aprendi coisas que só se aprendem na vida. A greve teve muitos ganhos, aprendemos com isso. Mas tivemos derrotas e cada vez que tocamos no assunto, eu sinto a tristeza e gosto amargo dos golpes que um governo e um sistema perverso podem armar, inclusive, inúmeras ações inconstitucionais, como a criação de um sindicato aparelhado e feito por pessoas do próprio governo.
Como jornalista, fiz coisas que desde então nunca fiz. Escrevi matérias, releases, fizemos comunicação estratégica, mailing, clipping e avaliação de impacto e alcance de nossa comunicação. Vi pessoas e grupos criarem interesse em certos temas, ações e problemas em função de nossas informações e atividades. Estudei muito pra escrever sobre a carreira docente, orçamento e sua aplicação na educação. Sistemas educacionais e seus prós e contras. Tudo isso, sem um único dia de aula. Sem a obrigação de fazer relatório, entregar trabalho ou “pegar presença”. Ainda assim, se nada disso desse certo, eu ainda seria uma pessoa muito melhor.

Sobre o Icsez
Não é novidade que fiz minha graduação na Ufam de Parintins, o Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (Icsez). Por isso, até hoje, conheço melhor o contexto de lá. Desde já, desculpem não citar todos os cursos.
Meus amigos estudantes de jornalismo. Há uma greve em curso. A comunicação e o jornalismo são armas e serão usadas das formas mais promiscuas possíveis. É nossa obrigação conhecer a realidade que nos cerca e contra-atacar.
Amigos estudantes de pedagogia e educação física. Educação não é apenas em sala de aula. É muito mais que a sala de aula. Agir é também é educar, seja o outro ou nós mesmos. “Ser professor e não lutar é uma contradição pedagógica”, disse Paulo Freire.
Amigos das Artes Visuais. Filmes, pinturas, esculturas, performances e etc, muitas vezes explicam mais coisas e de forma mais clara que muitas teses. Todos sentimos dor pelos cortes na educação e pela precarização da educação. Ajudem a pessoas a ficar uma noite sem dormir pensando nisso.
Amigos do Serviço Social. Em cada aula, tenho certeza que é perceptível o quando a profissão de vocês terá cada vez mais trabalho. Vocês devem notar que as contradições estão postas e precisam ser superadas.
E por fim, aos alunos de administração. Cerca de 9 bilhões foram retirados apenas da educação. A inflação está alta. Há problemas de gestão em todas as esferas e nos três poderes. Não é possível que isso não cause alguma indignação em vocês, além de vontade de conhecer a fundo e discutir como melhorar esse cenário.

Gente, para que vocês querem aula nesse momento? Vocês tem uma oportunidade única de mostrar porque estudam e porque vale a pena o investimento em vocês. Se realmente acham que a greve não vale de nada e que não há como ter aprendizado e formação nesse momento, me desculpem! Mas parece que esse corte de 9 bilhões foi feito porque investir na educação não está valendo a pena.

sábado, 29 de novembro de 2014

Quem somos nós no mundo?

Foto/registro do encerramento das atividades
Helder Ronan de Souza Mourão. Jornalista. Atualmente cursa o mestrado em Ciências da Comunicação na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Essas credenciais me possibilitaram chegar a Vila de Paricatuba/AM nos dias de 30 e 31 de outubro para ministrar um curso de fotografia para alunos da educação básica.
Fui convidado pela professora Dra Ítala Clay, que coordena o Programa de Educação Tutorial (PET) dos cursos de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e Relações Públicas, da Ufam. Chegamos todos a Vila com um planejamento de atividades bem detalhado e uma proposta de curso baseada em nossas experiências e preferências.
Ao conhecer a turma para quem ministrei o curso, percebi de fato a realidade na qual estava situado; percebi o desafio que teria durante os dois dias, pela manhã e tarde; e por fim, percebi que não minhas credenciais perderam o valor naquele momento.
Eis que surgiu o questionamento: quem somos nós no mundo?
Naquele momento eu praticamente deixei de ser alguém que já existiu. Aquele era outro mundo, uma realidade "alternativa" dentro do nosso mundo, tal qual nosso subconsciente - uma parte esquecida, mas que é um pedaço de nós.
Para os alunos dos primeiros ciclos (na época que estudava era chamado primário) eu era o professor. A maioria nem sabe o que é um mestrado. Boa parte não sabe o que faz um jornalista - o que de fato não acrescenta nada para a realidade atual deles.
Acanhados, ao começar o curso poucos falavam. Diziam não conhecer muito coisa de fotografia, celulares ou Smartphones. Mas a saída para tirar fotos mudou tudo. Os que não dominavam um celular ainda, aprenderam com uma rapidez e facilidade tamanha, que mal pude perceber quando eles tinham passado do estágio de "acanhados" para jovens fotógrafos.
Mas em fim. Eu tive reaprender a me tornar alguém naquele momento. Junto das crianças eu tive que desenvolver um processo que me adequasse a eles - e não o contrário - para poder executar minhas atividades.
A cada foto uma explicação. Aquelas crianças dominavam com adultos a história, memória e importância da Vila. Inclusive os fatos mais pesados, tristes e mórbidos, que de praxe nossa sociedade cria e mantém.
Pedra do Coração - Localizada na Praia da Vila

 Naqueles dois dias eu deixei de ser jornalista. Não era mais aluno de mestrado. Pelo menos isso não importava e não fazia sentido nenhum ali. Como professor, como um amigo, eu pude ensinar algo aquelas crianças.
O primeiro dia foi difícil. Não nos conhecíamos. O diálogo foi difícil, não havia comunicação! No segundo dia veio a surpresa. Eles estavam animados. Queriam saber das atividades que fariam e das fizeram no dia anterior. Havia confiança, um elo, comunicação. Houve um interação qualitativa.

A humildade é proporcional a alegria.
No segundo dia eu era alguém NAQUELE mundo. Sabíamos os nomes uns dos outros. Eles sentiram a falta da monitora que acompanhou as atividades no primeiro dia, Andriele Oliveira (minha colega de mestrado). Conversavam e se entendiam com a outra monitora, Thaís Bentes (aluna de Relações Públicas).

Dois tempos de uma mesma história
Por fim, a questão é que não podemos ver o mundo apenas com nossos olhos. Precisamos vê-lo (e nos ver) com os olhos dos outros. Eu estava no espaço deles, nas regras deles; eu me senti um deles - fui considerado um deles. Quem sou eu no mundo? Não sei. É muito cedo pra dizer e há muitas pessoas pra responderem isso.
A experiência da atividade na Vila de Paricatuba me marcou, com toda certeza. Foi igualmente proveitosa para os demais que estiveram ali. Por fim, como estamos na Amazônia e somos bons amazônidas, um banho de rio para acalmar, relaxar e deixar na memória.
Vila de Paricatuba, até a próxima, se houve...

Fotos: Equipe memória do Petcom; Alunos da Vila de Paricatuba.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Quando jornalismo vira filme



É difícil encontrar alguém que não goste de cinema. A maioria não apenas assiste aos filmes, mas chora, ri e até fica com raiva de certas situações. Muitos discutem com os amigos sobre cenas e acontecimentos, bem como falam como preferiam o final ou sobre a qualidade de seus filmes preferidos. Certas discussões são acirradas e pagam fogo, mas é nesse momento que alguém vem e fala – “Calma cara! É só um filme”... Mas e se não fosse?
Toda essa minha enrolação é pra falar de um tipo de filme que tem tido cada vez mais sucesso no público e aceite por roteiristas, produtores e diretores. Não. Não estou falando de “baseados em fatos reais”. Refiro-me a filmes cujo conteúdo foi adquirido por meio de um processo de pesquisa reconhecidamente confiável e preciso. São as adaptações de livrosreportagens.
Primeiro. Pra quem não conhece o termo, adaptação é o processo de pegar uma obra já existente e transformá-la, adaptá-la para outro meio. Muitas obras da literatura brasileira foram adaptadas para o cinema, tais como Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis ou Vidas Secas de Graciliano Ramos. Os filmes de super-heróis são adaptações do quadrinho para o cinema, e por aí vai, da literatura ao teatro; do quadrinho à crônica.
A questão é: todas essas obras são frutos da ficção, facilmente transformadas para o cinema. É aqui que entra o livroreportagem. Quando trabalhos de pesquisa jornalística, reportagens diárias, semanais, mensais ou de muitos anos são compiladas em forma de livro, temos o livroreportagem, uma obra de pesquisa jornalística que retrata a realidade por meio do que se vê, ouve e sente, seja pelo repórter ou suas fontes.
Nos últimos dois anos me detive em uma pesquisa que percebeu o alto número de livrosreportagens que foram adaptados para o cinema. Só para citar alguns, temos “Mauá, Empresário do império” (1995) de Jorge Caldeira, adaptado em 1999 por Sérgio Rezende com o nome de “Mauá: empresário do império”. Ruy Castro escreveu “Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha” (1995) que foi adaptado para o cinema em 2003, pelo diretor Milton Alencar, com o nome de “Garrincha – estrela solitária”. Fora do Brasil “Na Natureza Selvagem” (1996), adaptado em 2007 por Sean Penn e “No Ar Rarefeito: um Relato da Tragédia no Everest” (1997) foi adaptado pelo diretor Robert Markowitz no mesmo ano com o nome de “Morte no Everest”, ambos do jornalista Jon Krakauer.
O interessante de assistir a esses filmes é o fato de serem histórias reais, mas tão impressionantes que muitas vezes não acreditamos no que assistimos. Histórias incríveis como a de Olga, cuja biografia jornalística foi escrita por Fernando Morais e a adaptação foi feita por Jayme Monjardim ou a do médium mineiro Chico Xavier, biografado pelo jornalista Marcel Souto Maior e filmado por Daniel Filho. São histórias que ouvimos falar e que poderia ter acontecido com algum conhecido ou mesmo com cada um de nós.
No mais, além de ressaltar a importância que o cinema esta dando para os fatos jornalísticos, lembro que nesses casos não podemos supor um final diferente, pois tudo aquilo aconteceu.

sábado, 7 de setembro de 2013

Parece que chove invisível,
Pra desbotar a realidade.
Torná-la preto e branco.

Desce em forma de luz.
Como Ragnarok vai despedaçando
Corações e mentes,
Força e poder.

Ecoa como um som estridente,
Angustiante. Mais forte que o tempo?
Quem escolhe os que vão morrer?

Escolhe e leva,
Alegria que se traz
Na forma de morte,
Diriam: Sorte.

A caminho do tímido infinito
Guardado pelo medo,
Ecoa último grito,
Caminha estridente...monocromo...azedo...

02:57
03:24
07/09/2013