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domingo, 6 de dezembro de 2009

Criança na noite...

Eu vejo coisas e coisas pelo mundo a fora, pelo mundo a dentro. Eu ouço sons que me agradam e outros que nem quero ouvir, eu sinto coisas, e não sinto outras, sinto coisas que não quero sentir, não sinto o que quero sentir, mas eu sou só uma criança na noite...
Ando pra lá e pra cá, ando com pressa, ando sem pressa, vou até nenhum lugar e volto, vou até lugar nenhum e fico por lá pensando, se vou ou não vou sair, se vou ou não vou voltar, mas eu sou só uma criança na noite...
Caminho pela minha propria mente onde desarrumo a bagunça lá de dentro, caminho pela minha cabeça tentando me conter, esperando que ela não va explodir, esperando ela um dia se abrir, aguardando o dia de fugir, mas eu sou só uma criança na noite...
Caminho no escuro da casa por que não tem luz, e é só uma chama que ilumina tudo. E não precisa de luz, estão todos de olhos fechados, só eu estou acordado, só eu aqui sentado e atordoado, só eu aqui perdido e indeciso, mas eu sou só uma criança na noite...
As pernas doem, e os olhos também, as pernas não obedecem e os olhos já querem ir. A rotina já não agrada, falta algo, será aquela fada? talvez eu tenha me perdido de verdade, e entrado no mundo real, o mundo da falsidade, o mundo sem idade ( pra mentir e perverter), mas eu sou só uma criança na noite...
Alguém bate e não é nada, e eu já posso abrir algumas portas, talvez eu tenha crescido, talvez diminuido, mas dentro da anarquia da minha mente, ainda sou o mesmo, aqui sentado, mas não à esmo, e talvez eu tenha me acostumado a ser só uma criança da noite, e talvez o talvez não baste, e talvez eu largue o talvez, mas me sinto só e perdido, e assim são as crianças da noite....

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fim do mundo...

No fim, não sei como será, mas concerteza será o fim, e será ruim. Se bolas de fogo cairem do céu a meia noite, volto a dormir, se as sete pragas descerem sobre nós durante o dia, eu continuarei a estudar, se o mundo desabar sobre a cabeça de cada um, eu levo meu dia como sempre, não tenho porque mudar, é o fim, o que alguém fará? o que eu farei? me arrenpeder? será tarde, não fiz nada que o precise, vou morrer, e pra que estudar? é meu caminho, minha opção, no fim apenas uma coisa mudará, o amanhã não existirá mais, no fim pode todos enlouquecer, mas na minha loucura manterei o meu dia, manterei a minha vida, até o fim do dia, até o fim do fim...

Requiem

Os dias aqui são quentes,
E matam por sí só.
A noite e fria e mata também.
O dia mata o corpo, a noite mata a alma,
Os dias emanam a luz que revigora,
E a noite deixa um frio que quebra a alma,
Os dias não são nada,
É a noite que deixa um mistério bom,
A noite é mais chamativa,
A noite parece-me que traz mais vida,
A noite parece uma casa em qualquer lugar.
O sol parece queimar em qualquer parte,
Mas a noite me faz pensar que poderia
Fazer qualquer coisa em qualquer lugar com ela,
A noite me traz a lua pra conversar,
E pra dizer o quanto penso na vida, na morte...
A noite cinzenta
Desperta o sentimento
O dia claro
Doi os olhos,
Destroi o alento.
A noite acende uma chama
Que não precisa de fogo.
O dia queima,
Coisas que não compreende.
E nesse Requiem, este ser,
Anda sem destino ao eterno...