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sábado, 28 de novembro de 2009

Dejavú

Tudo começa com duas crianças correndo, uma é igual a mim, e a outra é que nem você... Hilário, eu nem sei que você é, hilário, você nem existe... De repente aquela que é igual a você se torna uma interrogação e some, ela não existe, você não existe... Idiota! Se você não existe o outro também não existe, e agora é um campo vazio e só as folhas voam com o vento, se você não existe, eu não existo também...
Depois são crianças brincando de roda, outra no balanço e duas na gangorra, lá da roda duas sorriem e acenam, e são dois “velhinhos” sentados no banco, agente ri de vota, se olha e sorri de novo, e de repente tudo virou eu olhando pro nada, e uma lagrima cai numa velha folha jogada no chão, e nem mais o vento sopra, e nem mais a folha quer viver.
Agora são quatro em frente à TV, tem dois dançando nela e muitos e muitos sorrindo, e do nada todos choram, e só resta eu na chuva falando sozinho, alguém me chama, mas esta noite eu vou dormir a sua frente, e você nem existe, e eu nem sei quem sou...
Todos gritam, e uma única luz vem de uma vela, e o bolo mal da para todos, eles sorriem de uma felicidade passageira, eles riem da felicidade alheia e eu penso – esse é o ser humano – e sozinho em uma cadeira eu vejo a vela se apagar, e ela se apaga e nem meus olhos brilham, e a lua nova não se vê, hei de dormir...
Agora ele esta de mal jeito numa cama, sem conseguir dormir. Caneta, papel e pensamento; estudar? Bobeira? Alento... Ela? Esta aqui do lado, esta longe demais, ele vai vê-la hoje, e ela nem existe, esta só na minha mente e ele nem existe, esta na mente dela, é criação da sua mente e a mente da sua criação, ri, grita e chora, e é apenas um dejavú, é só mais um facada no coração...
23/11/2009
01:55/ 02:17

domingo, 15 de novembro de 2009

Reduzo-me

Reduzo-me...
Reduzo-me a pó,
Pois pois só assim
me sinto livre
e voo com o vento.
Reduzo-me ao nada,
Pois assim eu me sinto algo,
alguma coisa...
Reduzo-me ao sol
Pois emano luz pra alguns.
Reduzo-me a lua,
pois é a ela que me jogo de joelhos...
Reduzo-me a tudo,
a tudo que nunca existiu...
Reduzo-me ao que quiseres
pois assim fico ao teu lado.
Reduzo-me a um verme
pois é nesta condição que me sinto "eu"...
Reduzo-me a um ser repugnante
escarrado outrora,
medrando por dar fim em seu
antigo vilinpêndio...
Reduzo-me a qualquer coisa
pois já nem importa...
Reduzo-me a algo
e esse algo ainda preciso saber o que é...

Discurso do medo metafórico e literal - Parte II

Demorei um pouco para chegar aqui e responder a questão que dexei outrora. O fato é que eu queria caminhar em apenas um vies, ser unidirecional, mas não consegui. Sendo assim, qualquer desvio de mentalidade e mais precisamente o medo que aqui trato causam alterações nos fatos sociais, pois tudo que se da na mentalidade do povo, e dos individuos causam alterações na sua vivência.
George Duby nos mostrou que o fato de no medievo o povo ter medo da morte, fez com a igreja se aproveitasse ainda mais disso e arrancansem muito dinheiro do povo, vendendo indugências e tudo mais o que se possa usar para a fé.
Sabemos que o medo de uma gangue, de um grupo marginalizado, ou de qualquer grupo, faz com o que os mesmos tenham vantagens emocionais perante a sociedade, e assim isso se torna uma vantagem.
Dessa forma o medo, e os desvios de mentalidade de forma geral mudam o comportamento do povo todo, e se esse medo chegar à um chamado "lider de opinião", esse se espalhará e tomará conta de muito mai gente.
Por ventura, ocorre de que certos fatos sociais são inesperados, ou dificeis de serem tragados, e isso pesa muito na mente de muitas pessoas, e então podem-se dar desvios de mentalidade de todo todo o tipo, e aí esta muito presente o medo.
E como eu disserá outrora, não apenas o suicídio, como disse Emile Durkheim, mas também o medo é muito causado pelos fatos sociais, a sociedade é dura, burocratica e louca, e disso acabamos por herdar tais problemas.
Assim podemos ver que o medo é algo puramente normal e provem de fatos sociais em muitos casos.
Mas então, se o medo causa determinados fatos e sociais, e determinados fatos sociais causam medo, a quem ponto chega o medo na sociedade atual, na sociedade do mundo "moderno"?
(...)

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dia de hoje - 10/11/2009

Mais um dia...e como essa frase tem se repetido ultimamente, na verdade esse termo por muito tem se repetido, "mais um".
Se fosse menos até seria melhor, menos um, menos um dia, menos algo que fazer a diferença, por que o mais tem se tornado repetitivo, cansativo, o mais e o mais, tem exprimido em vinha vida um "mas?".
Deu mais um dia, estranho, foi tão rápido, e tudo que é ruim demora pra terminar, acho que então o dia não foi tão ruim assim...
Talvez por que eu tenho em fim algo de bom em que pensar, numa época em que a treva tange em minha vida, uma felicidade decide aparecer, algo pra encher meu ego, meu orgulho, minha luxúria, meu eu que vive escondido e clamando por uma mãozinha...a mão se extendeu, e aguardo o dia de matar a sede...
Não me lembrava o quanto era bom ser o eu, estive tão ocupado com estudos e os outros que me deixei de lado, sinto falta de outros tempos...acho que preciso deles de volta, acho que estou realmente e volta...

domingo, 8 de novembro de 2009

Eu ou Eu?

Eu que acho graça da vida
Eu que acho graça da morte
Eu que aperto feridas
Eu que apanho mortes...

Ele que sou eu também
O outro que nunca vem
Vem de novo e nunca mais,
Vem outrora com seu ás¹

Vai indo calado
Nunca foi revelado
E volta desamado

Não existe este ser
Ele não vai aparecer
Não adiante! vá crescer...

¹ Carta do baralho

Alternativo

Sempre fui eu e sempre fui muitos
Sempre ví as coisas normais de forma anormal
Sempre o nunca me cercou...
Nunca o sempre esteve aqui...
Busquei os mesmo amores
Em lugares diferentes.
Busquei as mesmas coisas
Em outros lugares,
Fiz tudo de outra forma
Não fiz nada como pediram.
Sentimentos eram diferentes
Sentimentos são diferentes,
Algo aqui é diferente,
Na verdade tudo é diferente.
Alternativo? era o acaso
Que se movia de outra forma,
Alternativo? era o futuro
Que voltava ao passado,
Alternativo? era o passado
Que teimava em assombrar,
Alternativo? eram os arroubos de vida,
Que atras de almas iam,
Iam para caçar, iam para matar...
Ver também é diferente,
Existem olhos no inconsciente.
Ouvir é outra coisa,
Os ouvidos doem, eu ouço coisas.
Olfatar não sei,
Sinto apenas o cheiro do medo e da solidão.
Tato?? o sentir é alternativo,
Sentir na carne é prazeroso,
Sentir nos outros é bom,
Sentir na alma doi mas é bom também,
Sentir sentir, sentir o sofrimento de outrem...

Medo...

Ah... Como pode o maduro,
Se sentir tão criança,
Pelo medo de outrora,
Pelo receio de agora...
Ah... como pode o medo
Ser um irmão tão forte
Siamês de coração,
Que bate a porta e a fecha
Que fecha a boca e a abre...
Ah... Como pode a luz,
Ser tão rápida
E nem a vemos,
E não da pra tocar,
Ela transpassa nossas mãos,
Ela passa pelos dedos,
E por ele deixa marcas...
Ah... Como podem essas marcas,
Não sararem nunca
E durarem como tal,
Ah... Como pode o sono
Ser tão leviano,
Ontem sagrado
Outrora profano,
Na esquina um aliado sujo
E aqui dentro traidor...

Dia 30/10/09
Entre 14 e 18 horas

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Discurso do medo metafórico e literal - Introdução

Parto nesse escrito de um grande autor que viverá outrora, um dos maiores medievalistas de nossa história, George Duby, escritor esse que ao estudar um pouco da mentalidade medieval caracterizou algo interessante na mente do daquele povo, o medo.
George Duby como grande escritor que é, e grande representante da terceira fase Annales historiográfica embasa sua perspectiva de mentalidade baseada em Marc Bloc, que escrevera "Os Reis Taumaturgos" e assim então analisa a mentalidade medieval onde reinava-se um caos, um medo de morrer, um medo de viver, um medo de estar pelas ruas.
Minha perspectiva histórica é embasada principalente nos clássicos, e novamente buscando Durkheim e pegando o viés dos fatos sociais e o funcionalismo do mesmo, quero encontrar primeiramente o medo como um antecessor ou sucessor do desvio social que Durkheim chamaria de "anomia".
O que seria isso? Quando a sociedade esta anome, viriam os problemas sociais e pelos problemas sociais, Durkheim nos mostra que o indivíduo poderá chegar ao suicídio, mas por meio deste eu busco outra consequencia, e esta seria o medo.
George Duby, nos mostra que do ano mil ao ano dois mil, a mentalidade do povo era a mentalidade caótica do medo, da miséria, de sair e não saber se ia-se voltar, e isso se deu justamente pelo caos em que se estava, o feudalismo só dava proteção (em partes) para os que estivessem em algum feudo, ou para o topo da pirâmide, clero e nobreza com resquicios de realeza. Assim então os fatos sociais que vigiam no feudalismo por muito causavam esse medo no povo.
Então, é aqui que ponho uma questão: Os desvios de mentalidade influênciam os fatos socias, ou os fatos sociais influênciam a mentalidade, por meio do medo?
(...)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Borboletas

Voam como aves, mas são muito mais delicadas, muito mais belas, muito mais singelas, misteriosas... De rude lagarta à bela borboleta, de folhas podres, a jardins perfeitos, antes medo e hoje alegria, ontem escarradas no mundo, e hoje sobrevoando sua perfeição.
Voam e deixam cair o pó de suas asas, e dele a esperança paira, traz consigo a beleza que o divino deixará, voa e sem destino nem lembra de onde viera, voa e volta como se nada tivesse acontecido, e nada não é nada, e tudo é tão pouco.
Voam borboletas e andam pelo mundo trazendo alegria dos jardins inefáveis, voam pelo mundo e até o próprio inferno levam beleza, e do próprio inferno trazem maldade e medo. Crianças, pobres de alma como todo ser humano, brincam de caçar a existência do divino que nela contém, brincam de caçalas e mostram ao mundo de forma inocente seu caminho.
Borboletas passeiam por volta de probres escritores insanos no meio da madrugada de uma lua cheia, de uma lua que trairá seu amante, e que de novo o faz seu admirador andante...borboletas o seguem pelas ruas frias e escuras, borboletas o seguem para trazer um pouco de companhia, borboletas o trazem inspiração para se libertar um pouco das grilhetas desse mundo perdido, borboletas o fazem cansar os dedos, e acompanham esse pobre e singelo humano que conversa com os dedos, com as teclas, com a tela, com o nada...
Borboletas mostram medo do escritor estranho da noite e do dia, borboletas o reconhecem e ao seu lado andam mesmo morrendo, borboletas andam do seu lado porque não sabem que ele é, borboletas andam ao seu lado por pena da vida que tem, borboletas pairam e nem sabem porque, borboletas o guiam e só ele sabe pra onde...
Borboletas se fazem na mente dessa criança esquecida, fadas negras o guiam pelo dia, fadas negras e borboletas são os mesmos seres, fadas negras são as mesmas pessoas, borboletas são as mesmas fadas negras...
Um andante sozinho chora por dentro e ao seu lado só sentam elas....borboletas...um andante que para pra chorar quebra sua vivência, e a quebra por que sua vida quisera quebrar, e as borboletas o observam para contar adiante, o trágico conto que se da ante ao mar...
Borboletas chamam outros para seguir seu lugar, borboletas ajudam os outros a seu amo chegar, borboletas o fazem e nem sabem por que, seu amo sabe e não sabe contar, borboletas o guiam e somem, e ajudam mas, não sabem amar...

Página Maldita

De uma vida não se faz a existência,
Mas sim de várias, varias vidas terrenas,
Varias vidas simbólicas.
Vidas que não só nossas
Vidas de outrem,
A vida dele
A vida dela...
Matamos e morremos
Matamos e renascemos
Matamos e assim deixemos...
Andar sozinho é a dose de um remédio
Que dura para sempre ( assim penso)
Andar sozinho não é nada,
Mas viver sozinho, caminhar
E ver a lua prateada,
É o que me resta,
Resta nessa página maldita
Nesta página então perdida
Nesta página negra
Nesta página esqueida...
Hoje vivendo outra vida
Ontem vivendo uma vida obscura
Acordei e meus olhos doem
Levantei e as pernas são fracas
Deitei novamente e sonhei com a mesma coisa
Fechei os olhos e me perdi acordado...
Dar-se-a agora uma nova página
Nova porque precisa ser nova,
Igual de forma diferente,
Uma página negra novamente
Letras de sangue
Letras talvez diferentes
Garranchos de lama
Garranchos que escreverei na cama
Letras aleatórias
Letras sem impotância
De uma página esquecida outrora
De uma página já não perdida...
De uma página Maldita...

Dia de hoje - 04/11/2009

Dia, dia, mais um dia. Triste e alegre dia, triste pois hoje tenho de matar um ser imaginário que dei a luz, triste porque os planos não sairam como deveriam, triste por que fiz a coisa certa em uma hora errada, alegre pois...alegre pois estou de volta, alegre porque eu também nasci de novo, alegre porque o antigo mundo, o meu antigo mundo me espera.
Queria eu mudar um pouco de minha vida, imaginei que era a hora de tal mudança, e talvez seja, mas busquei a mudança em lugar erradom ou talvez em um lugar certo em um horário errado, preciso ser eu e ser outro como sempre, mas preciso que ser eu e ser outro de forma a ser mais eu, e menos outro.
O dia de hoje foi difícil pois a preocupação de minha mente esta longe dela, esta em outras pessoas, da pessoas mais proxima, até a mais distante, da pessoa que vê a lua comigo ao meu lado, à pessoa que vê comigo a mesma lua, só que muito mais longe do que eu posso imaginar, sentir, ouvir, ou sentir seu aroma...
Erzie, Erzengel, Arzeniel, são alcunhas de uma boa época, e são alcunhas desta época novamente...
Cet enfer au Paradis...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Soneto - Lua Nua

Oh lua que pelos ceús flutua
Ilumina hoje meu anjo querido
Segue hoje este ser perdido
E cobre de prata esta terra nua.

Nua és tu, oh lua do firmamento
Enche a vida de seus amantes
Do mais puro alento
Enche teus filhos andantes...

Ah lua, nua e crua lá em cima
Soberba pelo mérito
Guia meu ser tão querido

Ah lua nua e obscura
Olha com teus olhos cheios
E cuida com teu lado negro...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ensaio: Eliminação e Exame Emocionais e Sociais

Interessante como os fatos e a vivência em sociedade fazem muito de quem você é. Somos em muito, espelhos de fatos que nos ocorrem e nisso estão presentes todo o tipo de pessoas com as quais nos relacionamos em maior ou menor grau ou intensidade.
Émile Durkheim, nos fala em uma de suas obras sobre o suicídio e nos disserta sobre ele como causa de problemas e situações da sociedade, nos diz que ele é causado por problemas sociais, não obstante observei, mesmo que empiricamente, que não só o suicídio, como também, depressões, guinadas na vida, e decisões extremas são dadas por fatos da sociedade, somos por muito parte da sociedade, e como diz o funcionalismo do próprio Durkheim, se algo muda em qualquer parte do órgão social, os outros órgãos e partes desse funcionalismo mudam.
Hoje então, agora mais precisamente, acabei fazendo uma observação, ou mais precisamente um análise empírica sobre tal fato, tal fato social se deu em minha vivência, a ansiedade, a espera de algo, uma resposta, um teste, um exame, e Bourdieu muito nos fala do exame, e da eliminação que ele nos traz, porém Bourdieu, nos passa a eliminação por meio do capital cultural ou por meio do capital propriamente dito, mas eu percebi que existe uma espécie de exame, que normalmente é até uma espécie de "auto-exame", que causa uma eliminação por meio de um capital ( a este eu chamo de capital pelo valor que tem) simbólico e essa eliminação é social ou emocional.
Retorno então à Durkheim, o suicídio, ou como eu disse antes, qualquer forma de exclusão ou problema social vem a ser causado por essa eliminação, que se da pelo capital simbólico, ou emocional, uma notícia ruim, uma informação mal dada, uma informação que não se espera, a rejeição, esses são fatos não apenas sociais, mas também psicológicos, e causa por meio deste problemas, ou o inverso.
Assim pois, somos espelhos de uma sociedade, e por causa dela somos eliminados, por ela somos examinados, e com ela fazemos nossas escolhas, a escolha é de cada indivíduo, porém, as opções nos são dadas por todo o corpo social.