Eu vejo coisas e coisas pelo mundo a fora, pelo mundo a dentro. Eu ouço sons que me agradam e outros que nem quero ouvir, eu sinto coisas, e não sinto outras, sinto coisas que não quero sentir, não sinto o que quero sentir, mas eu sou só uma criança na noite...
Ando pra lá e pra cá, ando com pressa, ando sem pressa, vou até nenhum lugar e volto, vou até lugar nenhum e fico por lá pensando, se vou ou não vou sair, se vou ou não vou voltar, mas eu sou só uma criança na noite...
Caminho pela minha propria mente onde desarrumo a bagunça lá de dentro, caminho pela minha cabeça tentando me conter, esperando que ela não va explodir, esperando ela um dia se abrir, aguardando o dia de fugir, mas eu sou só uma criança na noite...
Caminho no escuro da casa por que não tem luz, e é só uma chama que ilumina tudo. E não precisa de luz, estão todos de olhos fechados, só eu estou acordado, só eu aqui sentado e atordoado, só eu aqui perdido e indeciso, mas eu sou só uma criança na noite...
As pernas doem, e os olhos também, as pernas não obedecem e os olhos já querem ir. A rotina já não agrada, falta algo, será aquela fada? talvez eu tenha me perdido de verdade, e entrado no mundo real, o mundo da falsidade, o mundo sem idade ( pra mentir e perverter), mas eu sou só uma criança na noite...
Alguém bate e não é nada, e eu já posso abrir algumas portas, talvez eu tenha crescido, talvez diminuido, mas dentro da anarquia da minha mente, ainda sou o mesmo, aqui sentado, mas não à esmo, e talvez eu tenha me acostumado a ser só uma criança da noite, e talvez o talvez não baste, e talvez eu largue o talvez, mas me sinto só e perdido, e assim são as crianças da noite....
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Fim do mundo...
No fim, não sei como será, mas concerteza será o fim, e será ruim. Se bolas de fogo cairem do céu a meia noite, volto a dormir, se as sete pragas descerem sobre nós durante o dia, eu continuarei a estudar, se o mundo desabar sobre a cabeça de cada um, eu levo meu dia como sempre, não tenho porque mudar, é o fim, o que alguém fará? o que eu farei? me arrenpeder? será tarde, não fiz nada que o precise, vou morrer, e pra que estudar? é meu caminho, minha opção, no fim apenas uma coisa mudará, o amanhã não existirá mais, no fim pode todos enlouquecer, mas na minha loucura manterei o meu dia, manterei a minha vida, até o fim do dia, até o fim do fim...
Requiem
Os dias aqui são quentes,
E matam por sí só.
A noite e fria e mata também.
O dia mata o corpo, a noite mata a alma,
Os dias emanam a luz que revigora,
E a noite deixa um frio que quebra a alma,
Os dias não são nada,
É a noite que deixa um mistério bom,
A noite é mais chamativa,
A noite parece-me que traz mais vida,
A noite parece uma casa em qualquer lugar.
O sol parece queimar em qualquer parte,
Mas a noite me faz pensar que poderia
Fazer qualquer coisa em qualquer lugar com ela,
A noite me traz a lua pra conversar,
E pra dizer o quanto penso na vida, na morte...
A noite cinzenta
Desperta o sentimento
O dia claro
Doi os olhos,
Destroi o alento.
A noite acende uma chama
Que não precisa de fogo.
O dia queima,
Coisas que não compreende.
E nesse Requiem, este ser,
Anda sem destino ao eterno...
E matam por sí só.
A noite e fria e mata também.
O dia mata o corpo, a noite mata a alma,
Os dias emanam a luz que revigora,
E a noite deixa um frio que quebra a alma,
Os dias não são nada,
É a noite que deixa um mistério bom,
A noite é mais chamativa,
A noite parece-me que traz mais vida,
A noite parece uma casa em qualquer lugar.
O sol parece queimar em qualquer parte,
Mas a noite me faz pensar que poderia
Fazer qualquer coisa em qualquer lugar com ela,
A noite me traz a lua pra conversar,
E pra dizer o quanto penso na vida, na morte...
A noite cinzenta
Desperta o sentimento
O dia claro
Doi os olhos,
Destroi o alento.
A noite acende uma chama
Que não precisa de fogo.
O dia queima,
Coisas que não compreende.
E nesse Requiem, este ser,
Anda sem destino ao eterno...
domingo, 29 de novembro de 2009
Dejavú
Tudo começa com duas crianças correndo, uma é igual a mim, e a outra é que nem você... Hilário, eu nem sei que você é, hilário, você nem existe... De repente aquela que é igual a você se torna uma interrogação e some, ela não existe, você não existe... Idiota! Se você não existe o outro também não existe, e agora é um campo vazio e só as folhas voam com o vento, se você não existe, eu não existo também...
Depois são crianças brincando de roda, outra no balanço e duas na gangorra, lá da roda duas sorriem e acenam, e são dois “velhinhos” sentados no banco, agente ri de vota, se olha e sorri de novo, e de repente tudo virou eu olhando pro nada, e uma lagrima cai numa velha folha jogada no chão, e nem mais o vento sopra, e nem mais a folha quer viver.
Agora são quatro em frente à TV, tem dois dançando nela e muitos e muitos sorrindo, e do nada todos choram, e só resta eu na chuva falando sozinho, alguém me chama, mas esta noite eu vou dormir a sua frente, e você nem existe, e eu nem sei quem sou...
Todos gritam, e uma única luz vem de uma vela, e o bolo mal da para todos, eles sorriem de uma felicidade passageira, eles riem da felicidade alheia e eu penso – esse é o ser humano – e sozinho em uma cadeira eu vejo a vela se apagar, e ela se apaga e nem meus olhos brilham, e a lua nova não se vê, hei de dormir...
Agora ele esta de mal jeito numa cama, sem conseguir dormir. Caneta, papel e pensamento; estudar? Bobeira? Alento... Ela? Esta aqui do lado, esta longe demais, ele vai vê-la hoje, e ela nem existe, esta só na minha mente e ele nem existe, esta na mente dela, é criação da sua mente e a mente da sua criação, ri, grita e chora, e é apenas um dejavú, é só mais um facada no coração...
23/11/2009
01:55/ 02:17
Depois são crianças brincando de roda, outra no balanço e duas na gangorra, lá da roda duas sorriem e acenam, e são dois “velhinhos” sentados no banco, agente ri de vota, se olha e sorri de novo, e de repente tudo virou eu olhando pro nada, e uma lagrima cai numa velha folha jogada no chão, e nem mais o vento sopra, e nem mais a folha quer viver.
Agora são quatro em frente à TV, tem dois dançando nela e muitos e muitos sorrindo, e do nada todos choram, e só resta eu na chuva falando sozinho, alguém me chama, mas esta noite eu vou dormir a sua frente, e você nem existe, e eu nem sei quem sou...
Todos gritam, e uma única luz vem de uma vela, e o bolo mal da para todos, eles sorriem de uma felicidade passageira, eles riem da felicidade alheia e eu penso – esse é o ser humano – e sozinho em uma cadeira eu vejo a vela se apagar, e ela se apaga e nem meus olhos brilham, e a lua nova não se vê, hei de dormir...
Agora ele esta de mal jeito numa cama, sem conseguir dormir. Caneta, papel e pensamento; estudar? Bobeira? Alento... Ela? Esta aqui do lado, esta longe demais, ele vai vê-la hoje, e ela nem existe, esta só na minha mente e ele nem existe, esta na mente dela, é criação da sua mente e a mente da sua criação, ri, grita e chora, e é apenas um dejavú, é só mais um facada no coração...
23/11/2009
01:55/ 02:17
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Reduzo-me
Reduzo-me...
Reduzo-me a pó,
Pois pois só assim
me sinto livre
e voo com o vento.
Reduzo-me ao nada,
Pois assim eu me sinto algo,
alguma coisa...
Reduzo-me ao sol
Pois emano luz pra alguns.
Reduzo-me a lua,
pois é a ela que me jogo de joelhos...
Reduzo-me a tudo,
a tudo que nunca existiu...
Reduzo-me ao que quiseres
pois assim fico ao teu lado.
Reduzo-me a um verme
pois é nesta condição que me sinto "eu"...
Reduzo-me a um ser repugnante
escarrado outrora,
medrando por dar fim em seu
antigo vilinpêndio...
Reduzo-me a qualquer coisa
pois já nem importa...
Reduzo-me a algo
e esse algo ainda preciso saber o que é...
Reduzo-me a pó,
Pois pois só assim
me sinto livre
e voo com o vento.
Reduzo-me ao nada,
Pois assim eu me sinto algo,
alguma coisa...
Reduzo-me ao sol
Pois emano luz pra alguns.
Reduzo-me a lua,
pois é a ela que me jogo de joelhos...
Reduzo-me a tudo,
a tudo que nunca existiu...
Reduzo-me ao que quiseres
pois assim fico ao teu lado.
Reduzo-me a um verme
pois é nesta condição que me sinto "eu"...
Reduzo-me a um ser repugnante
escarrado outrora,
medrando por dar fim em seu
antigo vilinpêndio...
Reduzo-me a qualquer coisa
pois já nem importa...
Reduzo-me a algo
e esse algo ainda preciso saber o que é...
Discurso do medo metafórico e literal - Parte II
Demorei um pouco para chegar aqui e responder a questão que dexei outrora. O fato é que eu queria caminhar em apenas um vies, ser unidirecional, mas não consegui. Sendo assim, qualquer desvio de mentalidade e mais precisamente o medo que aqui trato causam alterações nos fatos sociais, pois tudo que se da na mentalidade do povo, e dos individuos causam alterações na sua vivência.
George Duby nos mostrou que o fato de no medievo o povo ter medo da morte, fez com a igreja se aproveitasse ainda mais disso e arrancansem muito dinheiro do povo, vendendo indugências e tudo mais o que se possa usar para a fé.
Sabemos que o medo de uma gangue, de um grupo marginalizado, ou de qualquer grupo, faz com o que os mesmos tenham vantagens emocionais perante a sociedade, e assim isso se torna uma vantagem.
Dessa forma o medo, e os desvios de mentalidade de forma geral mudam o comportamento do povo todo, e se esse medo chegar à um chamado "lider de opinião", esse se espalhará e tomará conta de muito mai gente.
Por ventura, ocorre de que certos fatos sociais são inesperados, ou dificeis de serem tragados, e isso pesa muito na mente de muitas pessoas, e então podem-se dar desvios de mentalidade de todo todo o tipo, e aí esta muito presente o medo.
E como eu disserá outrora, não apenas o suicídio, como disse Emile Durkheim, mas também o medo é muito causado pelos fatos sociais, a sociedade é dura, burocratica e louca, e disso acabamos por herdar tais problemas.
Assim podemos ver que o medo é algo puramente normal e provem de fatos sociais em muitos casos.
Mas então, se o medo causa determinados fatos e sociais, e determinados fatos sociais causam medo, a quem ponto chega o medo na sociedade atual, na sociedade do mundo "moderno"?
(...)
George Duby nos mostrou que o fato de no medievo o povo ter medo da morte, fez com a igreja se aproveitasse ainda mais disso e arrancansem muito dinheiro do povo, vendendo indugências e tudo mais o que se possa usar para a fé.
Sabemos que o medo de uma gangue, de um grupo marginalizado, ou de qualquer grupo, faz com o que os mesmos tenham vantagens emocionais perante a sociedade, e assim isso se torna uma vantagem.
Dessa forma o medo, e os desvios de mentalidade de forma geral mudam o comportamento do povo todo, e se esse medo chegar à um chamado "lider de opinião", esse se espalhará e tomará conta de muito mai gente.
Por ventura, ocorre de que certos fatos sociais são inesperados, ou dificeis de serem tragados, e isso pesa muito na mente de muitas pessoas, e então podem-se dar desvios de mentalidade de todo todo o tipo, e aí esta muito presente o medo.
E como eu disserá outrora, não apenas o suicídio, como disse Emile Durkheim, mas também o medo é muito causado pelos fatos sociais, a sociedade é dura, burocratica e louca, e disso acabamos por herdar tais problemas.
Assim podemos ver que o medo é algo puramente normal e provem de fatos sociais em muitos casos.
Mas então, se o medo causa determinados fatos e sociais, e determinados fatos sociais causam medo, a quem ponto chega o medo na sociedade atual, na sociedade do mundo "moderno"?
(...)
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Dia de hoje - 10/11/2009
Mais um dia...e como essa frase tem se repetido ultimamente, na verdade esse termo por muito tem se repetido, "mais um".
Se fosse menos até seria melhor, menos um, menos um dia, menos algo que fazer a diferença, por que o mais tem se tornado repetitivo, cansativo, o mais e o mais, tem exprimido em vinha vida um "mas?".
Deu mais um dia, estranho, foi tão rápido, e tudo que é ruim demora pra terminar, acho que então o dia não foi tão ruim assim...
Talvez por que eu tenho em fim algo de bom em que pensar, numa época em que a treva tange em minha vida, uma felicidade decide aparecer, algo pra encher meu ego, meu orgulho, minha luxúria, meu eu que vive escondido e clamando por uma mãozinha...a mão se extendeu, e aguardo o dia de matar a sede...
Não me lembrava o quanto era bom ser o eu, estive tão ocupado com estudos e os outros que me deixei de lado, sinto falta de outros tempos...acho que preciso deles de volta, acho que estou realmente e volta...
Se fosse menos até seria melhor, menos um, menos um dia, menos algo que fazer a diferença, por que o mais tem se tornado repetitivo, cansativo, o mais e o mais, tem exprimido em vinha vida um "mas?".
Deu mais um dia, estranho, foi tão rápido, e tudo que é ruim demora pra terminar, acho que então o dia não foi tão ruim assim...
Talvez por que eu tenho em fim algo de bom em que pensar, numa época em que a treva tange em minha vida, uma felicidade decide aparecer, algo pra encher meu ego, meu orgulho, minha luxúria, meu eu que vive escondido e clamando por uma mãozinha...a mão se extendeu, e aguardo o dia de matar a sede...
Não me lembrava o quanto era bom ser o eu, estive tão ocupado com estudos e os outros que me deixei de lado, sinto falta de outros tempos...acho que preciso deles de volta, acho que estou realmente e volta...
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